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    Previdência social


    Supremo confirma acordo com novos prazos para INSS analisar benefícios

    Análise de pedidos terá que ser feita em prazos de 30 a 90 dias

     

    Em todo o Brasil várias agências sofreram alterações no seu funcionamento
    Em todo o Brasil várias agências sofreram alterações no seu funcionamento | Foto: (Arquivo/Agência Brasil)

     

    Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, por unanimidade, um acordo que estabelece novos prazos, de 30 a 90 dias, para que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analise pedidos de benefícios assistenciais, com o objetivo de zerar a fila de espera. O INSS tem seis meses para se adaptar às novas regras.

    A decisão foi tomada em sessão plenária virtual encerrada às 23h59 de sexta-feira (5). Nesse formato, os ministros do Supremo inserem os votos em um sistema remoto. Com o julgamento, foi confirmada uma liminar (decisão provisória) que havia sido concedida em dezembro pelo relator do assunto, ministro Alexandre de Moraes.

    Em voto que foi seguido por todos os demais ministros do Supremo, Moraes afirmou que o acordo “assegura, de um lado, que os requerimentos dirigidos ao INSS sejam apreciados em prazos razoáveis e uniformes; e, de outra parte, intenta a extinção das múltiplas demandas judiciais referentes ao mesmo objeto”.

    Pelo acordo, que vale por dois anos, foi estabelecido também prazo máximo de 45 dias para a realização de perícia médica e de avaliação social no caso dos benefícios que exijam os procedimentos (tal prazo sobe para 90 dias em locais de difícil provimento).

    Se houver descumprimento de qualquer dos prazos previstos no acordo, uma Central Unificada de Cumprimento Emergencial de Prazos, formada por membros de INSS, Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública da União (DPU), entre outros órgãos, deve dar uma solução para o requerimento do benefício em no máximo dez dias.

    Os termos do acordo foram alcançados no ano passado numa negociação envolvendo o Ministério Público Federal (MPF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o próprio INSS. A iniciativa partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR), que propôs a conciliação em um recurso que tramitava no Supremo, sob a relatoria de Moraes.

    Nesse processo, procuradores de Santa Catarina pediam que a Justiça estabelecesse prazo máximo para realização de perícia médica pelo INSS, no caso dos auxílios e benefícios que dependem do procedimento. Com o acordo, a ação acabou extinta. Como havia repercussão geral reconhecida pelo Supremo, o mesmo deve ocorrer com os demais processos que tramitam pelo país sobre o assunto.

    Confira abaixo os prazos para o INSS concluir a análise da concessão de auxílios e benefícios:

    - Benefício assistencial à pessoa com deficiência – 90 dias

    - Benefício assistencial ao idoso - 90 dias

    - Aposentadorias, salvo por invalidez - 90 dias

    - Aposentadoria por invalidez comum e acidentária (aposentadoria por incapacidade permanente) - 45 dias

    - Salário maternidade - 30 dias

    - Pensão por morte - 60 dias

    - Auxílio reclusão - 60 dias

    - Auxílio doença comum e por acidente do trabalho (auxílio temporário por incapacidade) - 45 dias

    - Auxílio acidente 60 dias

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