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    Inflação


    Cesta básica comprometeu mais da metade da renda dos brasileiros

    Para quem recebe salário mínimo, que foi reajustado em janeiro para R$ 1.100, a inflação nos preços da cesta básica comprometeu mais da metade da renda

     

    A cesta básica teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas no último mês
    A cesta básica teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas no último mês | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus - Resultados divulgados nesta semana pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que quem recebeu um salário mínimo em janeiro teve, em média, mais da metade da renda comprometida pela cesta básica.

    A cesta, formada por um conjunto de alimentos necessários para as refeições de um adulto, consumiu mais da metade da remuneração desses trabalhadores em 11 das 17 capitais pesquisadas no último mês. O salário mínimo brasileiro é de R$ 1.100.

    Segundo o Dieese, a maior participação da cesta no salário mínimo foi registrada em São Paulo (SP), com 64,29%. Em Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e Brasília (DF) o custo também ficou acima dos 60% da renda.

    As capitais que registraram participação abaixo da metade do salário mínimo foram Belém (PA), Salvador (BA), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Aracaju (SE). A capital de Sergipe teve a menor porcentagem, de 44,31% da renda.

    Preços em alta

    A cesta básica teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas no último mês. Segundo o Dieese, os maiores aumentos foram registrados em Florianópolis (SC), com 5,82%, Belo Horizonte (MG), com 4,17%, e Vitória (ES), com 4,05%.

    Apesar de não estar entre as maiores variações, São Paulo registrou o maior valor do item, com R$ 654,29, uma variação mensal de 3,59%. Em Florianópolis, campeã na alta, o valor foi de R$ 651,37.

    O Dieese destacou que o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta em janeiro foi de 111 horas e 46 minutos.

    Principais variações

    Açúcar: com aumento em 15 cidades, o valor cresceu até 12,58% pela redução na oferta por causa da entressafra e da pressão das usinas para manter a cotação;

    Banana: também com valor maior em 15 capitais de até 20%, as bananas prata e nanica também passam pela entressafra. Com isso, a oferta é reduzida, e o preço sobe;

    Batata: o tubérculo registrou grandes variações, com alta de até 18,6% e queda de até 10,71%. O fim da colheita de inverno elevou os preços. Em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, mesmo com a intensificação da safra, a colheira foi dificultada pelas chuvas, afetando também os preços;

    Carne bovina: o alimento teve altas de até 6%, mas também registrou quedas de até 3% pelo país. Para o Dieese, o aumento reflete a demanda externa elevada e uma baixa disponibilidade de animais para abate no campo;

    Feijão: os aumentos de até 9% podem ser explicados por problemas climáticos que acabaram reduzindo a disponibilidade do feijão. Além disso, pela redução na oferta, grãos importados foram colocados no mercado.

    *Com informações do G1

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