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    Investimentos


    Governador do AM assina protocolo de intenções de R$ 1,1 bi com Basa

    Os recursos do Banco da Amazônia (Basa) serão aplicados em projetos que irão impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e sustentável no estado

     

    O Basa pretende estimular o FNO Verde, com diferenciais para empresas e produtores rurais que adotem projetos sustentáveis inovadores
    O Basa pretende estimular o FNO Verde, com diferenciais para empresas e produtores rurais que adotem projetos sustentáveis inovadores | Foto: Divulgação/Secom

    Manaus - Buscando impulsionar o desenvolvimento socioeconômico com projetos sustentáveis no Amazonas, o governador do estado, Wilson Lima, assinou, na segunda-feira (22), a renovação do protocolo de intenções com o Banco da Amazônia (Basa). Em formalidade, transmitida por meio de videoconferência, a instituição deixou à disposição R$ 1,1 bilhão para o fomento da economia na região em 2021.

    Os recursos serão aplicados em projetos da carteira comercial da instituição (comércio e serviço, indústria e infraestrutura) e na área da sustentabilidade, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Com 11 agências espalhadas pelo estado e superintendência em Manaus, a projeção inicial para recursos em 2021 irá começar com R$ 894,55 milhões para crédito de FNO e R$ 256 milhões na carteira comercial. O objetivo da instituição é realizar pequenos patrocínios para projetos menores, com um viés social.

    No início da coletiva, o presidente do Basa, Valdecir Tose, apresentou um relatório dos últimos cinco anos da instituição e dos projetos que contribuíram para o desenvolvimento econômico nos 62 municípios. No período analisado, R$2,9 bilhões foram investidos no crédito de fomento, destinado à infraestrutura, energia, portos, atividade industrial, comércio, frigoríficos, entre outros. Para essas áreas, só em 2020, R$ 1.474 milhões foram investidos.

    Além de contribuir para o quadro socioeconômico da região, com novas criações a partir deste ano, o Basa pretende estimular o FNO Verde, com diferenciais para empresas e produtores rurais que adotem práticas de agricultura de baixo carbono ou de aproveitamento de água e energia solar para estimular esses métodos, ou seja, projetos sustentáveis inovadores.

    “Nós acreditávamos que o início de 2021 seria mais tranquilo, mas, infelizmente, a realidade vem e nos atropela. Agora precisamos adotar outras medidas que já tínhamos realizado. Estamos fazendo suspensão das parcelas por seis meses, estendendo para um ou dois anos o financiamento”, destacou o presidente do Basa sobre medidas para facilitar a vida dos agricultores no período de crise.

     

    Nos últimos cinco anos, o Basa investiu R$2,9 bilhões no crédito de fomento
    Nos últimos cinco anos, o Basa investiu R$2,9 bilhões no crédito de fomento | Foto: Reprodução

    No encontro virtual, estiveram presentes o superintendente do Banco da Amazônia nos estados do Amazonas e de Roraima, André Vargas, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Jório Veiga Filho, secretário de Estado da Produção Rural, Petrucio Júnior, presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Marcos Castro, chefe da Casa Civil, Flávio Antony, superintendente regional do Amazonas na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Luiza Moura, o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Amazonas, Guilherme Pessoa, o responsável pela Direção Comercial de Distribuição do Basa (Dicom), Francimar Maciel, a titular da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Louise Caroline Campos, e o governador do estado, Wilson Lima.

    Segundo a superintendente da Sudam, Louise Carolina Campos, essas iniciativas não servem apenas para levar o fomento, mas também melhorias na infraestrutura e logística, problemas que dificultam a agilidade. “Esse protocolo demostra as ações e o compromisso que o Banco da Amazônia, em parceria com a Sudam e outros parceiros, têm com as pessoas da nossa região. A gente sabe que o banco tem essas ações específicas para os circuitos produtivos que fomentam toda a região, isso faz diferença na vida das pessoas”, salientou.

    Contribuição 

    De acordo com o governador, todos os acontecimentos em torno da pandemia da Covid-19 afetaram a economia do Amazonas, principalmente para os agricultores familiares. “O setor da agricultura teve a maior reação dessa crise. Tivemos uma preocupação de não parar essas atividades, de garantir o mínimo de incentivo e fomento através de créditos emergenciais, da agência de fomento, da Secretaria Rural”, enfatizou. 

    Wilson Lima ainda informou que, em 2020, o governo garantiu a compra de 50% dos produtos que eram comercializados nas feiras da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), fechadas por conta da pandemia, e o prolongamento do prazo para pagamento de financiamentos.

    O governador também ressaltou que mais de 13 mil produtores, dos 62 municípios amazonenses, devem receber sementes para ajudar em suas produções nesse momento de crise. Da mesma forma, os psicultores vão receber ajuda com o transporte e a compra do pescado para doações em instituições que atendem pessoas afetadas pela pandemia, com ênfase na Semana Santa.

    No setor do Turismo, o mais prejudicado pela crise sanitária, Wilson Lima enfatizou que está negociando a construção de dois parques florestais, a reforma do aeroporto no município de Barcelos, em parceria com o Governo Federal, e que pretende incentivar a exploração do gás natural.

    Sobre a construção da BR-319, o governador relembrou a dificuldade enfrentada para trazer os cilindros de oxigênio para Manaus e como a rodovia finalizada teria sido útil nesse processo. “Estamos muito otimistas em ter um avanço na recuperação dessa rodovia, que representa redenção para o Amazonas, não só no que diz respeito ao desenvolvimento econômico, mas também do ponto de vista social”, finalizou.

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