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    Guaraná da Amazônia


    Espécie de "guaraná bravo" é registrada em Belém, no Pará

    Antes da descoberta, a espécie popularmente conhecida como guaraná bravo era considerada restrita aos estados do Acre e Rondônia, e em países como Peru e Bolívia.

     

    Nova espécie da família do Guaraná da Amazônia é registrada na APA de Belém
    Nova espécie da família do Guaraná da Amazônia é registrada na APA de Belém | Foto: Divulgação/Ideflor-Bio

    Belém (PA) - Uma espécie de trepadeira da família Sapindaceae e gênero do Guaraná (Paullinia) foi registrada pela primeira vez na Região Metropolitana de Belém. Antes da descoberta, realizada pelo Projeto Flora do Utinga, a espécie popularmente conhecida como guaraná bravo era considerada restrita ao oeste da Amazônia brasileira, mais especificamente em estados como o Acre e Rondônia, e em países como Peru e Bolívia.

    A espécie  foi identificada nas bordas de uma região de floresta secundária na Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de Belém (APA Belém) e na Embrapa Amazônia Oriental.

    O registro foi feito por Leandro Ferreira, pesquisador do Museu Goeldi e coordenador do Projeto Flora do Utinga. Já a análise do exemplar coletado foi feita pelo pesquisador Pedro Acevedo, do Smithsonian Institution, que é um dos maiores especialistas da família Sapindacea.

    Biodiversidade da Amazônia

    A revelação dessa espécie na Amazônia Oriental reforça a importância da preservação da biodiversidade no conjunto de áreas protegidas compreendido pelo Parque Estadual do Utinga, o Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia e a APA Belém. 

    Segundo a presidente do Ideflor-Bio, Karla Bengtson, a APA da Grande Belém é recheada de vida e novas descoberta naturais.

    "Essa descoberta ressalta o farto potencial científico que existe dentro das nossas Unidades de Conservação, além de produzir um acervo de conhecimento que nos ajudam a subsidiar decisões, implementar ações e executar projetos, auxiliando na gestão da área de desenvolvimento florestal do Pará”, afirmou.

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