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    Páscoa no AM


    Pequenos negócios apontam aumento de até 300% nas vendas de Páscoa

    Com o faturamento bem acima do esperado, pequenos empreendedores foram os principais beneficiados durante a Páscoa no Amazonas; o comércio tradicional também prevê bons resultados

     

    Donos de pequenos negócios na cidade afirmam que o faturamento os ajudou a driblar a crise
    Donos de pequenos negócios na cidade afirmam que o faturamento os ajudou a driblar a crise | Foto: Divulgação

    Manaus – Apesar da crise econômica ocasionada pela pandemia, as vendas de Páscoa no Amazonas superaram a expectativa. Os pequenos empreendedores foram os maiores beneficiados, com um aumento de até 300% no faturamento, em comparação com mesmo período de 2020. No comércio tradicional, mesmo sem ainda ter dados conclusivos, pode haver um crescimento de mais 10% nas vendas, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM).

    Em decorrência do desabastecimento de produtos, devido aos mais de dois meses de paralisação do comércio na capital amazonense, a Câmara de Dirigentes e Lojistas em Manaus (CDL-Manaus) previu um aumento de 3% nas vendas nesse período. Contudo, donos de pequenos negócios na cidade afirmam que o faturamento foi bem maior do que o esperado. 

    Segundo a confeitaria Esther Reis, 35, a saída de doces de Páscoa foi 300% maior do que a do ano anterior. Com um ponto comercial na Zona Centro-Oeste de Manaus, o resultado positivo nas vendas permitiu que a empreendedora tivesse um alívio, depois de três meses com o faturamento apertado.

     

    A saída de produtos relacionados à Páscoa foi 300% maior do que em 2020
    A saída de produtos relacionados à Páscoa foi 300% maior do que em 2020 | Foto: Divulgação

    Por conta da crise financeira, alguns colaboradores da proprietária tiveram que ser dispensados e os cinco funcionários que ficaram conseguiram atender a demanda nesse período intenso de pedidos. Mesmo com a variação de doces, como minibolos, pirulitos e cones de chocolate, os ovos de colher foram os responsáveis pela maior demanda.

    Além de investir no engajamento por meio das redes sociais, Esther acredita que oferecer seus serviços por meio de entregas aumentou o lucro. “O delivery contribui com 40% do nosso faturamento. Cheguei até a terceirizar entregadores para dar conta da demanda e, ainda assim, foi preciso finalizar a opção de entregas no site para poder dar conta de atender”, salienta.

    Assim como Esther, a microempresária Gabriela Pinheiro, 20, se surpreendeu com o rendimento que obteve durante a época festiva. Além dos ovos de colher, os videogames de chocolate e as barras recheadas tiveram uma ótima saída, gerando um crescimento de 50% nas vendas, na comparação com a Páscoa de 2020.

     

    Empreendedores usaram a criatividade para atrair clientes
    Empreendedores usaram a criatividade para atrair clientes | Foto: Divulgação

    No ramo desde 2018, Gabriela ressalta que o negócio contribuiu para o orçamento financeiro de sua família, ajudando a driblar a crise. A jovem acredita que a produção artesanal ganhará cada vez mais espaço e se tornará a preferência dos consumidores em Manaus, pois esses estão mais exigentes, buscando produtos mais caseiros.

    Para quem começou a produzir doces na Páscoa deste ano, o rendimento também superou a previsão. Pelo menos foi assim com Francyne Leal, 29. Fugindo dos tradicionais ovos de chocolate, a microempreendedora investiu na fabricação de palha italiana, bolo e cookies de chocolate. Para ela, o delivery também favoreceu as vendas. “A pandemia impulsionou o delivery. Hoje todo mundo quer ter o produto entregue em casa. Esse formato, com certeza, foi a opção de 95% dos pedidos feitos esse ano”, afirma.

    Comércio

    Com um ponto comercial no centro de Manaus, oferecendo materiais de confeitaria - como embalagens e formas de chocolate - Solange Oliveira, 57, ficou espantada com as vendas nas últimas semanas. A comerciante relembra que, em 2020, em função da pandemia e do fechamento do comércio, não houve lucro.

    Mesmo em relação aos anos anteriores, a proprietária revela que a demanda foi maior do que os insumos disponíveis. “Em comparação com os outros anos, foi uma explosão, pois nunca vendi tanto. Fiquei sem mercadoria, tive que produzir as caixas em Manaus para atender os clientes, porque nem em São Paulo tinha mais. As vendas foram excepcionais, melhor do que as do Natal”, comemora.

    Mesmo sem ter dados exatos do faturamento do comércio durante a Páscoa, o presidente da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, prevê um crescimento de mais de 10%, um resultado além do esperado para o período.

    Apesar da reabertura do comércio há mais de um mês em Manaus, Frota revela que houve uma lentidão na movimentação em março por conta do período de chuvas - desestimulando a ida dos consumidores até os pontos comerciais. Porém, houve uma agitação nos estabelecimentos com produtos voltados para a Páscoa. “Contornamos e estamos respirando com tranquilidade”, celebra.

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