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    Transferência


    LG fará transferência de fábrica de Taubaté, em SP, para Manaus

    O anunciou aconteceu um dia depois que a companhia também havia anunciado a descontinuidade da produção de celulares em escala mundial

     

    A transferência ocorre em razão de isenções fiscais que a LG tem na Zona Franca de Manaus
    A transferência ocorre em razão de isenções fiscais que a LG tem na Zona Franca de Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus - Um dia depois de anunciar o encerramento da divisão de celulares no mundo, a LG anunciou esta semana que vai transferir as linhas de produção de monitores e notebook da fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo, para Manaus.

    De acordo com a empresa, ficaria na cidade paulista apenas a operação de call center da empresa. Com isso, o sindicato dos metalúrgicos estima a demissão de 700 dos atuais 1.000 funcionários da LG no município de São Paulo. 

    Ao sindicato de Taubaté, a empresa afirmou que a decisão foi tomada em função de ter benefícios fiscais no Amazonas e não dispor das mesmas isenções em São Paulo.


    Vale do Paraíba

    A planta localizada no Vale do Paraíba tinha ainda 400 empregados na linha de smartphones, que será encerrada. A transferência ocorre em razão de isenções fiscais que a LG tem na Zona Franca de Manaus.

    Na última segunda-feira (5), logo após o anúncio do fim da unidade, a multinacional sul-coreana havia dito que manteria a produção de monitores e notebooks em Taubaté. Nesta terça, porém, em reunião com o sindicato dos metalúrgicos, a empresa afirmou que só vai manter em São Paulo o call center.

    "A empresa fará a transferência da produção de notebooks, monitores e all in one para sua unidade de Manaus, de modo que fortaleceremos nossa competitividade comercial em TV, PCs e monitores", disse a LG em nota.

    A companhia disse ainda negociar com o sindicato de Taubaté para "implementar compensação adicional aos direitos já vigentes" aos dispensados.

    Ao sindicato de Taubaté, a empresa afirmou que a decisão foi tomada em função de ter benefícios fiscais no Amazonas e não dispor das mesmas isenções em São Paulo.

    A entidade terá novas reuniões com a LG até sexta-feira, e busca reverter a decisão.

    *Com informações do O Globo

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