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    Comércio


    Após queda histórica de 31,0%, vendas no varejo sobem 14,2% no AM

    O crescimento de 14,2% em fevereiro, em relação ao mês anterior, não recupera a perda sofrida no mês mais crítico da pandemia no estado

     

    No acumulado no ano, o setor apresentou queda de 21,5%
    No acumulado no ano, o setor apresentou queda de 21,5% | Foto: Brayan Riker

    Manaus - A variação registrada em janeiro de 2021, de 31,0%, na comparação com dezembro de 2020, representou a maior queda no volume de vendas do comércio varejista do Amazonas em um mês, desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Já em fevereiro, o comércio amazonense cresceu 14,2% em relação ao mês anterior; resultado que não recupera a perda sofrida no mês mais crítico da pandemia de Covid-19 no estado, mas que diminui a queda no cálculo acumulado do ano.

    Entre abril e junho de 2020, o comércio amazonense havia mostrado forte crescimento, porém, o cenário se reverteu em novembro e dezembro de 2020, e principalmente em janeiro de 2021, no estado.

    Volume de vendas

    Em fevereiro de 2021, o volume de vendas do comércio varejista no Amazonas cresceu 14,2%, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. Apesar da recuperação em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho do comércio varejista no estado caiu 16,9%.

    No acumulado no ano, o setor apresentou queda de 21,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou 2,1% de crescimento.

    A variação percentual, que compara o volume de vendas do mês atual com o mês anterior, de 14,2%, obtida em fevereiro, representou o maior crescimento do comércio varejista entre as unidades da federação.

    Os piores desempenhos foram os do Acre, com -12,9%, Tocantins, com -4,4%, e Distrito Federal, com -2,1%. E os melhores desempenhos foram os do Amazonas, com 14,2%, Rondônia, com 11,5% e Piauí, com 8,3%.

    Receita nominal

    Em fevereiro, a receita nominal de vendas do comércio varejista amazonense cresceu 12,7%, frente a janeiro de 2021, na série com ajuste sazonal. Apesar do crescimento, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a receita do comércio varejista no Amazonas caiu 5,8%.

    No acumulado do ano, o setor apresentou queda de 10,8%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou 9,0% de crescimento.

    A variação percentual que compara a receita nominal do mês atual com o mês anterior, de 12,7%, obtida em fevereiro de 2021, colocou o comércio varejista do Amazonas como o maior crescimento entre as unidades da federação.

    Os piores desempenhos foram os do Acre, com -9,8%, Tocantins, com -3,4% e Minas Gerais, com -1,0%. E os melhores desempenhos foram os do Amazonas, com 13%, Rondônia, com 12,7% e Mato Grosso, com 11,6%.

    Comércio ampliado

    De acordo com a pesquisa, Comércio ampliado é o comércio normal mais a comercialização de automóveis, peças e material de construção. Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado amazonense cresceu 20,2% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal.

    Apesar do crescimento, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista ampliado no estado caiu 14,6%. No acumulado do ano, o setor apresentou 21,7% de queda, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou crescimento de 2,4%.

    A variação percentual que compara o volume de vendas do comércio varejista ampliado do mês atual com o mês anterior, de 20,2%, obtida em fevereiro, colocou o comércio varejista amazonense na primeira posição entre as unidades da federação.

    Os piores desempenhos foram os do Acre, com -5,3%, Tocantins, com -2,1% e Amapá, com -1,6%. E os melhores desempenhos, os do Amazonas, com 20%, Rondônia, com 9,9% e Piauí, com 9,5%.

    *Com informações do IBGE

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