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    DEMISSÃO


    Corte no 'Casa Verde e Amarela' pode causar demissão em massa, no AM

    Nesta sexta (23), o presidente Jair Bolsonaro sancionou o novo orçamento do programa Casa Verde e Amarela, retirando R$ 1,3 bilhão destinado ao projeto

    | Foto: Marcos Correa/Agência Brasil

    Manaus - A decisão do governo federal em sancionar o Orçamento de 2021 com vetos e cortes de verbas para ministérios trará sérias consequências para a continuidade de obras da faixa 1 do Programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida). Ao assinar o texto na última sexta-feira (23), o presidente da República cortou R$ 1,3 bilhão que era destinado ao programa.

    Com o veto, que praticamente zera as despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), serão paralisadas as obras de 250 mil casas que estão hoje  em construção no país, conforme levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O montante emprega diretamente, no país, em torno de 250 mil pessoas e outras 500 mil entre empregos indiretos e induzidos.

    No cenário amazonense, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, a situação é ainda mais preocupante, pois o desenvolvimento do setor no Estado está diretamente ligado ao programa. Com a paralisação, o Amazonas pode perder 3 mil empregos diretos e na cadeia da Construção, contando a mão-de-obra indireta, esse número pode chegar até 7 mil demissões.

    "Haverá desequilíbrio no planejamento de várias obras e possivelmente na execução de novas obras no Amazonas. Corremos o risco de paralisação de obras pela interrupção do aporte financeiro federal. Inclusive isso influenciará a retomada de outras obras também, que outrora, estavam paralisadas", destacou Souza.

    Interior agravado

    O presidente do Sinduscon-AM ainda ressalta que o interior do Amazonas sofrerá ainda mais com o corte do Orçamento 2021, tendo em vista a logística que o estado possui.

     

    Programa é nova versão do Minha Casa, Minha Vida
    Programa é nova versão do Minha Casa, Minha Vida | Foto: Marcos Correa/Agência Brasil

    “Temos uma logística muito diferenciada, pois os interiores são muito distantes da capital. Isso é mais um agravante. A Construção Civil é geradora de mão-de-obra efetiva. Então você acaba levando mais dificuldades para a população que possui pequeno poder econômico no interior do Amazonas”, acrescentou.

    Congresso Nacional

    No momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto para o setor da Construção.O presidente da CBIC, José Carlos Martins, faz um apelo ao Congresso Nacional para reverter essa situação e impedir uma demissão em massa em todo o país.

    “Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional, para podermos reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos, que impactam seriamente seus contratos com preço fixo”, finalizou Martins.

    *Com informações da assessoria

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