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    Declínio


    Com retração de 6,7%, pandemia prejudica atividade econômica

    Estudo da Firjan demonstrou que a atividade econômica no Brasil experimentou retração de 6,7% desde o primeiro mês da pandemia

     

    Foram analisados os três grandes setores da economia (indústria, comércio e serviços)
    Foram analisados os três grandes setores da economia (indústria, comércio e serviços) | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Rio de Janeiro - A partir do levantamento "O impacto regional da pandemia nos três grandes setores econômicos", a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) demonstrou que a atividade econômica no Brasil experimentou retração de 6,7% no período de 12 meses, iniciado em março de 2020, logo no início da pandemia da Covid-19, até fevereiro de 2021.

    A pesquisa analisada mostra quais os estados brasileiros sofreram mais fortemente os efeitos da Covid-19.

    Para isso, os economistas da Firjan usaram dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os três grandes setores da economia (indústria, comércio e serviços). 

    O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, disse na quinta-feira (6) à Agência Brasil que somente 14 unidades da federação têm informações mensais para as pesquisas do IBGE. Juntos, esses estados representam 87,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) nacional.

    Serviços

    No setor de serviços, os estados da Bahia e do Ceará, que têm maior peso do setor no PIB, apresentam as piores taxas, de 16,2,% e 15,3%, respectivamente.

    “Os estados que têm atividade de serviços mais forte dentro da sua produção, do seu PIB, acabaram tendo mais bens impactados e sofrendo mais os revezes da pandemia, ao passo que os estados que têm indústria mais forte acabaram sofrendo menos”, afirmou Goulart.

    Na análise setorial, o setor de serviços teve taxa positiva somente no Amazonas (0,6%), explicada pelo desempenho do segmento de logística, que teve grande escalada de demanda por conta do crescimento das vendas 'online'.

     

    Na análise setorial, o setor de serviços teve taxa positiva somente no Amazonas (0,6%)
    Na análise setorial, o setor de serviços teve taxa positiva somente no Amazonas (0,6%) | Foto: Divulgação

    Comércio e indústria

    No Brasil, a atividade do comércio caiu 1,9% entre março de 2020 e fevereiro deste ano. Pará teve o melhor desempenho no comércio (8,1%), explicado, principalmente, pelas vendas no e-commerce ( comércio eletrônico).

    O setor evoluiu de forma positiva também em Pernambuco e Mato Grosso (0,1% cada), Santa Catarina (1,9%), Amazonas (2,4%), Minas Gerais (2,8%) e Espírito Santo (3,6%).

    A indústria registrou taxa positiva somente em Pernambuco (3%) e no Pará (0,1%). Nesse estado, o destaque vai para a indústria extrativa, impulsionada pelas exportações de mínério de ferro, informou Goulart.

     

    No Brasil, a atividade do comércio caiu 1,9% entre março de 2020 e fevereiro deste ano
    No Brasil, a atividade do comércio caiu 1,9% entre março de 2020 e fevereiro deste ano | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Ranking

    O estudo traça ainda um ranking de desempenho da atividade econômica, levando em consideração o peso de cada setor no respectivo PIB de cada estado.

    A percepção é que os estados com maior peso do setor de serviços no PIB tiveram a maior queda em sua atividade econômica nos doze meses avaliados. É o caso da Bahia (13,5%) e do Ceará (12%). No sentido inverso, o único estado com aumento da atividade foi o Pará (0,6%).

    Nos demais estados, a atividade econômica foi negativa, incluindo no Amazonas (2,1% ). Para a Firjan, diante do comportamento crítico da atividade econômica nos estados analisados, a velocidade e o sucesso do programa de imunização contra a Covid-19 são fundamentais para que o país consiga superar a crise gerada pela pandemia.

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