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    Produção de grãos deve aumentar em 25% no Amazonas

    A projeção, feita pela Conab, indica que a produção chegará a 52,4 mil toneladas na safra 2020/2021, ou seja, 25,7% a mais que o apresentado na safra anterior

     

    Segundo o levantamento, a soja se destaca com a estimativa de 10,5 mil toneladas
    Segundo o levantamento, a soja se destaca com a estimativa de 10,5 mil toneladas | Foto: Divulgação

    Manaus – Mesmo com a crise ocasionada pela pandemia, a produção de grãos no Amazonas continua ganhando força. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é que o estado produza 52,4 mil toneladas de grãos na safra 2020/2021, resultado que representa 25,7% a mais do que foi produzido na safra anterior, com 41,7 mil toneladas. Economista afirma que, por ter grande potencial, o cultivo poderia ser expandido para toda a região amazonense.

    O levantamento da Conab demonstra ainda que a alta projeção da colheita de grãos colocou o Amazonas em segundo lugar em todo o país, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul - com a expectativa de alcançar 37,9% na safra 2020/2021.

      Os grãos que aparecem com as melhores estimativas no estado são o arroz e a soja, enquanto o milho e o feijão apresentam as piores.  

    A previsão para o cultivo de arroz gira em torno de 16.200 toneladas, liderando o ranking de cereais e mostrando uma possibilidade de crescimento de 200% em comparação com a safra anterior, de 2019/2020. Em segundo lugar, a soja se destaca com a estimativa de 10,5 mil toneladas. Já no caso do milho e do feijão, as quedas foram de 18,3%, com 23,2 mil toneladas e de 3,8%, com 2.500 toneladas, respectivamente. 

    Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, a produção de cereais é centralizada no Sul do estado, onde possui áreas mais apropriadas para esse tipo de cultura agrícola.

    Segundo ele, o resultado positivo comprova a tendência de evolução na produção de grãos na região, baseado no incremento em produtividade, a partir da adoção de tecnologias.

      O responsável pela Faea salienta ainda que o cultivo dos grãos tem capacidade para crescer ainda mais, no entanto, depende de medidas jurídicas. “A expectativa é que esse crescimento se mantenha, sobretudo, porque a produção de grãos é geradora de empregos, renda e interiorização da economia, mas para isso, será fundamental a aceleração da regularização fundiária e ambiental no estado”, avalia.  

     

    | Foto: Arquivo EM TEMPO

    De acordo com o economista Origenes Martins, a projeção mostra o potencial que a produção de grãos tem no Amazonas, o que poderia ser desconhecido por outras unidades da federação, e que agora se destaca em segundo lugar no ranking relacionado a safra 2020/2021.

    Apesar do saldo positivo, Martins afirma que a produção poderia ser melhor distribuída por toda a região e não somente mantida na região sul do estado.

    Para ele, dessa forma, o resultado final seria ainda maior “A soja, o arroz, o milho e o feijão poderiam render ainda mais, desde que houvesse uma política pública que levasse esta produção para outras áreas do estado”, considera.


    Em relação ao cultivo do milho, o economista ressalta que esse cereal precisa ser incentivado pelo Governo do Amazonas, já que é de extrema importância para o processo de produção de ração animal. “Quando a safra do milho cai, como neste ano, o preço da ração sobe, aumentando o valor de alguns alimentos”, enfatiza Martins.  

    Projeção nacional

    Segundo a Conab, a produção nacional de grãos na safra 2020/2021 deve crescer 5,7%, com 271,7 milhões de toneladas, em relação à safra 2019/2020 – que teve um recorde histórico de 257,8 milhões de toneladas de cereais produzidos. O milho, a soja e o algodão foram os que mais se destacaram.

    Além de projetar crescimento na colheita, a companhia também prevê uma ascensão de 4,1% na área de plantação, com um acréscimo de 2,7 milhões de hectares, totalizando 68,6 milhões de hectares para a lavoura. Com 1,6 milhão de hectares destinados para a soja e 1,2 milhão de hectares para o milho.

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