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    Tecnologia da Informação


    Em meio à pandemia, mercado de TI avança em Manaus

    Na capital amazonense, mais de 8 mil profissionais de Tecnologia da Informação (TI) atuam no ramo e, atualmente, há 500 novas vagas para mão de obra qualificada

     

    Atualmente, 500 vagas para especialistas em TI estão sendo ofertadas em Manaus
    Atualmente, 500 vagas para especialistas em TI estão sendo ofertadas em Manaus | Foto: Reprodução

    Manaus – Com o aumento do modelo de trabalho em home office, por conta da pandemia, o mercado para os profissionais em Sistemas de Informação avançou e se tornou ainda mais necessário. Em Manaus, 8.500 trabalhadores atuam na área de Tecnologia da Informação (TI), segundo a Associação Polo Digital de Manaus (APDM). O resultado corresponde até o início de maio de 2021 e, de acordo com representantes do segmento, demonstra a ascensão da profissão na capital. 

    Além de gerar mais de 8 mil empregos diretos, a APDM congrega mais de 40 Institutos de Ciência e Tecnologia, 90 startups e quatro incubadoras.

      Atualmente, 500 vagas para especialistas em TI estão sendo ofertadas em Manaus e há uma previsão nacional de 150 mil novas oportunidades até 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).  

    Para o profissional em TI, Alexandre Uchôa, 50, houve um aumento na procura por esse tipo de serviço na capital, diante do número de trabalhadores que foram forçados - pela pandemia - a adotarem o modelo de home office, fazendo com que as empresas buscassem preparar seus sistemas para atender a nova demanda. 

    Apesar do crescimento, Alexandre sente falta de um apoio maior, como uma associação que represente os trabalhadores do segmento, organizada para definir uma tabela salarial, entre outros direitos.

    “Uma associação seria muito importante, pois traria uma organização, como cargos e salários, pois não tem uma tabela nas diversas funções que existem na área de TI no Amazonas”, reivindica o trabalhador. 

     

    Alexandre teve que lidar com vírus digitais na empresa que atua
    Alexandre teve que lidar com vírus digitais na empresa que atua | Foto: Reprodução

    Com vasta experiência, há 21 anos no mercado de TI, o profissional chegou a trabalhar com o sistema operacional dos primeiros computadores até chegar a tecnologia mais atual. Desde o início da pandemia, em março de 2020, Alexandre teve que lidar com vírus digitais na empresa que atua como responsável pelo departamento de sua área.

      “Tratamos todos tipos de vírus digitais, como Cavalos de Troia, Trojans, Malwares e outros. Também tivemos que realizar diversas formas de proteção para que os funcionários trabalhassem em home office com rapidez e segurança, e também enfrentando o vírus real – o novo coronavírus”, esclarece o profissional.  

    De acordo com o diretor executivo da Fundação Paulo Feitoza (FPF Tech) - centro tecnológico de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de software e hardware, Luis Braga, o mercado de TI está em expansão no Amazonas, especialmente para analistas de sistemas, programadores de computadores e engenheiros da área.

    Mesmo com o ramo em alta, a preocupação é ocupar as vagas com mão de obra qualificada. “O grande desafio, como em qualquer mercado que esteja aquecido, é o de manter um quadro de profissionais estáveis [...] e de formar pessoas de maneira contínua. E a forma de fazer isso envolve investimento pesado em treinamentos, ou seja, colocar pessoas iniciantes para trabalhar com experientes”, delineia.

    Neste sentido, Braga salienta ainda que as empresas precisam mudar a forma de lidar com essa nova geração de profissionais de TI, que tendem a somar com a instituição.

    Para ele, os empresários precisam ter a mente aberta para motivar e dar mais liberdade a esses trabalhadores, se desvinculando de regras antigas, como a de fazer registro de pontos e horários dos funcionários.

     

    As empresas precisam mudar a forma de lidar com essa nova geração de profissionais de TI
    As empresas precisam mudar a forma de lidar com essa nova geração de profissionais de TI | Foto: Reprodução

    Oportunidade

    O diretor executivo da FPF Tech ainda salienta que existem grandes possibilidades para os trabalhadores do ramo em função do Polo Industrial de Manaus (PIM), com a instalação das fabricantes de bens e serviços de informática. “Esse é o momento de ouro para investirmos em bons laboratórios de tecnologia em todas as áreas possíveis e, principalmente, na capacitação de bons técnicos para suprir as demandas do mercado”, destaca.

    Para a presidente do Conselho da Associação Polo Digital de Manaus (CAPDM), Vânia Thaumaturgo, a tecnologia da informação foi fundamental não só para proteger as empresas e permitir que os colaboradores trabalhassem em casa, mas para transformar negócios que passaram a vender seus produtos no formato e-commerce, em decorrência da pandemia.


    Segundo ela, além dessas demandas, houve um impacto nas produções. “Em Manaus, a pandemia fez com que houvesse aumento na produção de itens de informática, aumentando a obrigação das empresas do PIM em investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação, gerando assim ainda mais empregos. Porém, carecemos de profissionais capacitados nessa área”, ressalta.  

    No momento, a associação busca implementar um projeto na área educacional de modo a estimular a participação de alunos das escolas públicas e particulares de Manaus nas Olimpíadas de Informática. Assim, incentivando crianças e jovens a se interessarem pelos estudos em tecnologia da informação.

    Polo Digital de Manaus

    Voltado para representar as empresas e startups da área de tecnologia na região, a APDM foi criada em março de 2020 e conta com o apoio e a parceria do Governo do Amazonas. Atualmente, é formada por voluntários que atuam envolvendo institutos públicos e privados, startups, empresas de tecnologia, fundações, universidades, incubadoras, aceleradoras e coworkings.

     

    A APDM foi criada em março de 2020 e conta com o apoio e a parceria do Governo do Amazonas
    A APDM foi criada em março de 2020 e conta com o apoio e a parceria do Governo do Amazonas | Foto: Divulgação

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