Fonte: OpenWeather

    Desocupação


    No AM, taxa de desemprego chega a 17,5% no primeiro trimestre

    A taxa de desemprego no Amazonas é sexta maior entre as Unidades da Federação, segundo a pesquisa do IBGE

     

    De janeiro a março deste ano, a população desocupada estado aumentou em 53 mil pessoas
    De janeiro a março deste ano, a população desocupada estado aumentou em 53 mil pessoas | Foto: Divulgação

    Manaus – No Amazonas, a porcentagem de pessoas que procuraram emprego, mas não conseguiram subiu 3,0 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2021 - em relação ao mesmo período no ano anterior - totalizando 17,5% da população de 14 anos ou mais do estado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

      Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o de 2020, houve aumento de 2,0 pontos percentuais na taxa de desocupação. De acordo com o levantamento, a queda no número de pessoas ocupadas no setor público e no setor privado colaborou para o crescimento percentual de pessoas desempregadas no estado.  

    A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que esse aumento da população desocupada é um efeito sazonal esperado.

    “As taxas de desocupação costumam aumentar no início de cada ano, tendo em vista o processo de dispensa de pessoas que foram contratadas no fim do ano anterior. Com a dispensa nos primeiros meses do ano, elas tendem a voltar a pressionar o mercado de trabalho”, esclarece Beringuy.

    O nível de ocupação, que é o percentual dos empregados, em relação àqueles na idade de trabalhar, caiu 4,2 pontos percentuais, entre o primeiro trimestre do ano passado e o mesmo de 2021, totalizando 49,4% da população. Ou seja, menos da metade da população em idade de trabalhar estava ocupada. Além disso, nesses primeiros três meses do ano, o percentual representa a queda de 1,7 p.p. em relação aos três meses anteriores.

    Sexta maior taxa


    A taxa de desemprego no Amazonas é sexta maior entre as Unidades da Federação. As maiores taxas foram registradas na Bahia (21,3%), Pernambuco (21,3%) e Sergipe (20,9%), e as menores em Santa Catarina (6,2%), Rio Grande do Sul (9,2%) e Paraná (9,3%).  

    No primeiro trimestre do ano, a taxa média de desocupação registrada no Brasil foi de 14,7%, então a do Amazonas estava 2,8 pontos percentuais mais alta que a média nacional.

    De janeiro a março deste ano, a população desocupada no estado, estimada em 330 mil pessoas, aumentou em 53 mil pessoas (19,0% em relação ao mesmo período de 2020). Com relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 36 mil pessoas, ou seja, variação de 12,2%.

    Queda nos setores públicos e privados

    Dentre o total de 1 milhão e 556 mil pessoas ocupadas, 494 mil pessoas (31,7%) estavam empregadas no setor privado (56 mil pessoas a menos ocupadas nesta categoria, em relação ao mesmo período do ano anterior).

    Em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020, foram registradas 32 mil pessoas a menos ocupadas no setor.

    Das pessoas ocupadas no setor privado, 324 mil (65,6%) eram pessoas que trabalhavam com carteira assinada e 170 mil (34,4%) eram pessoas que trabalhavam na informalidade. Em relação ao trabalhador doméstico, a grande maioria das pessoas trabalhavam sem direitos garantidos: 61 das 68 mil pessoas ocupadas na função, 89% do total.

    *Com informações do IBGE

    Veja mais:

    Trabalhadores informais sofrem com desamparo em Presidente Figueiredo

    No AM, 12,3% dos trabalhadores domésticos ficaram desempregados

    No Dia do Trabalhador, quase 50% da população do AM está desempregada