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    Dia dos Namorados


    No AM, pequenos negócios esperam crescer 50% no Dia dos Namorados

    Os pequenos empreendedores têm se adaptado ao contexto da pandemia para atender os clientes, investindo na criatividade e na divulgação pelas redes sociais

     

    Para os pequenos negócios, a data comemorativa é uma oportunidade de grande faturamento
    Para os pequenos negócios, a data comemorativa é uma oportunidade de grande faturamento | Foto: Divulgação

    Manaus – Em meio à pandemia, os micro e pequenos negócios estão aproveitando as datas comemorativas do comércio para driblar a crise econômica. No Dia dos Namorados, empreendedores amazonenses esperam um crescimento de até 50% nas vendas do período. Economistas ressaltam que esses empreendimentos estão movimentando a economia no Amazonas e são indispensáveis no cenário financeiro caótico no estado. 

      A Dia dos Namorados não é a data mais rentável para o comércio tradicional. A projeção para esse ano é de apenas 5% de crescimento nas vendas, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM). Contudo, para os pequenos negócios, a data comemorativa é uma oportunidade de grande faturamento, ajudando a recuperar os prejuízos financeiros.  

    Por isso, os pequenos empreendimentos têm se adaptado ao contexto da pandemia para atrair cada vez mais clientes. Alguns estão investindo mais no atendimento on-line e na divulgação pelas redes sociais. Nesse 12 de junho, os empreendedores da capital amazonense estão usando toda a criatividade para aumentar o número de vendas.

    Essas estratégias são utilizadas pela artesã Glícia Caroline Rocha, 28. A empreendedora criou um conceito diferente para a comemoração, em meio à pandemia. Nomeado 'correio elegante', unindo um pouco do conceito da festividade junina com a data do amor, o kit decorativo pode ser encomendado para presentear o (a) namorado (a), ou até mesmo, para celebrar o amor entre amigos (as). 

     

    Para os pequenos negócios, a data comemorativa é uma oportunidade de grande faturamento
    Para os pequenos negócios, a data comemorativa é uma oportunidade de grande faturamento | Foto: Divulgação

    Insatisfeita com a profissão de advogada, a artesã decidiu se unir à mãe em novembro de 2020 para empreender. De lá para cá, as duas buscaram investir nas datas comemorativos para alavancar as vendas. “Em comparação com a nossa rotina, acreditamos que teremos um crescimento de 20 a 30% com as encomendas para o Dia dos Namorados. Inclusive, criamos uma coleção mista para tentar atingir esses dois públicos, não apenas os casais”, conta.

    Assim como Glícia, a empreendedora Esther Reis, 35, está apostando no Dia dos Namorados. A confeiteira está produzindo mini bolos decorativos, bandejas de doces e bolos em formato de coração, personalizados com a temática romântica. “A meta é vender 50 unidades de cada item. No ano passado as vendas foram muito boas, mas neste ano espero ter um resultado bem maior e crescer até 50%”, prevê.

     

    A confeiteira tem investido na divulgação pelas redes sociais, com vídeos e fotos
    A confeiteira tem investido na divulgação pelas redes sociais, com vídeos e fotos | Foto: Divulgação

    A confeiteira tem investido na divulgação pelas redes sociais, com vídeos e fotos, que já estão repercutindo positivamente para o pequeno negócio. “Nosso maior meio de comunicação são as redes sociais, iniciamos brincadeiras com intuito de aumentar as visualizações dos produtos e gerar mais vendas. Mais uma vez iremos aproveitar uma data sensacional para respirar um pouco, em relação ao faturamento”, frisa Esther.

    Regionalismo

      Apostando no uso materiais regionais, como sementes e juta, para a confecção de sousplat, uma mesa posta, a artesã Giselly Gama, 42 está investindo na ideia de uma refeição romântica para os casais na data. Por conta da pandemia, as pessoas estão passando mais tempo em casa, então Giselly pensou nessa solução.  

    Em relação às vendas, a empreendedora prevê um crescimento de 35%, em comparação com o ano passado. “A maioria dos kits está reservado e guardei alguns a mais para os clientes que deixarem para comprar de última hora. Também ofereço acessórios personalizados com desenhos animados, como máscaras de dormir, fronhas de travesseiro e chaveiros”, declara.

     

    Giselly prevê um crescimento de 35% nas vendas
    Giselly prevê um crescimento de 35% nas vendas | Foto: Divulgação

    Para divulgar seu trabalho manual, a proprietária investe em postagens nas redes sociais, evidenciando a qualidade dos produtos e trazendo um atendimento mais individual, dando atenção às necessidades dos clientes, buscando fidelidade. 

    De acordo com o economista Francisco Mourão Junior, os pequenos negócios contribuem para movimentar a economia e são ainda mais indispensáveis diante da crise financeira ocasionada pela pandemia. O aumento no número de desempregados, segundo ele, é um dos fatores que pode ser resolvido, aos poucos, com a ajuda dos pequenos empreendedores. 

      Para demonstrar a dimensão das perdas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou um levantamento com o número de desocupações neste ano no Amazonas. De janeiro a março, 17,5% da população do estado estava desempregada, ou seja, 53 mil pessoas buscavam emprego, mas não encontravam.  

    Sendo assim, Mourão garante que esses negócios menores auxiliam no panorama da crise atual e têm ainda maior potencial de crescimento nessas datas comemorativas. “Os microempreendedores têm um papel importantíssimo na economia. A partir do momento que uma renda é criada, há uma movimentação na economia. Os empreendedores aproveitando as datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, podem usar inúmeros recursos para ganhar dinheiro, mesmo na pandemia. A internet contribuiu para esse processo, permitindo que os seus produtos sejam levados para milhares de pessoas”, ressalta.

    Estímulo à economia

    Além de estimular a economia, Mourão analisa que os microempreendimentos também geram renda para os que são contratados. Dessa forma, as famílias amazonenses são auxiliadas enquanto a vacinação em massa não ocorre e as empresas não retornam a capacidade normal. “Gerar uma renda para que as pessoas consigam ir ao supermercado fazer compras é algo que comprava que a economia começa a dar sinal de aquecimento”, avalia.

     

    Os microempreendimentos também geram renda para os que são contratados
    Os microempreendimentos também geram renda para os que são contratados | Foto: Divulgação

    Sob o ponto de vista da economista Denise Kassama, os empreendimentos menores cresceram na pandemia justamente porque, com o desemprego, a população amazonense encontrou, nessa opção, a fórmula para amortecer o impacto da crise. Dessa maneira, ao investir em períodos comemorativos, os micro e pequenos negócios movimentam a economia e o comércio tradicional, injetando valor no setor.

    “Essas datas são importantes não apenas para os empreendedores, mas também para os comerciantes. Com as compras para manter os empreendimentos, o comércio é estimulado e também uma cadeia de fornecedores, gerando emprego e renda às famílias que consomem bens e serviços”, destaca.  

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