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    IBGE


    No AM, abertura de novas empresas aumentou 10,6% entre 2018 e 2019

    Esse crescimento representa 3.698 unidades a mais, totalizando 38.589 em 2019

     

    Em 2019, o número de unidades locais de empresas e outras organizações cresceu 10,6% em relação a 2018
    Em 2019, o número de unidades locais de empresas e outras organizações cresceu 10,6% em relação a 2018 | Foto: Divulgação

    Amazonas - O relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Amazonas, baseado nas estatísticas do Cadastro Central de Empresas  (Cempre),  em relação aos dados de 2019, mostrou que houve um aumento de 10,6% no número de unidades locais de empresas e outras organizações. O levantamento divulgado nesta quinta-feira (24) ainda mostrou um crescimento no número de pessoas ocupadas (2,1% a mais) e o valor dos salários e outras remunerações (1,9% a mais). Porém, o salário médio mensal caiu 1,8% e o salário médio mensal (salário mínimo) caiu 2,0%, entre 2018 e 2019.

    Responsável por reunir informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações presentes no Brasil, com CNPJ, o Cempe passa por uma atualização anualmente. Essa análise é realizada a partir das informações provenientes do IBGE e da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, e abrangem dados do Brasil, Unidades da Federação e municípios.

     

    Tabela com análise do Amazonas de todos os itens
    Tabela com análise do Amazonas de todos os itens | Foto: Divulgação

    Destaques

    Número de unidades locais de empresas e outras organizações cresceu 10,6% em 2019, no Amazonas, totalizando 38.589 unidades. O resultado é o maior em número de unidades desde 2013; 

      O Amazonas é o 2º Estado da Região Norte em número de unidades locais; de pessoas ocupadas, e de pessoas ocupas assalariadas nas unidades; e em salários e outras remunerações. E é o 3º Estado em número de salários médios mensais;  

      Porém, considerando crescimentos e quedas, o município de Barreirinha registrou a maior alta no número de pessoas ocupadas pelas unidades locais (77,5%) e a maior queda foi registrada em São Paulo de Olivença (-46,7%). Já na capital amazonense, o salário médio mensal subiu R$ 77,62, de 2018 para 2019.  

    Das cidades do interior do estado, Presidente Figueiredo foi o município que apresentou o maior salário médio mensal R$ 3.175,12 (3,2 salários mínimos), em 2019.

    Atividade econômica

    No Amazonas, a atividade econômica com maior número de unidades locais de empresas e outras organizações foi o Comércio em 2019; reparação de veículos automotores e bicicletas, com o total de 16.557. De 2018 para 2019, houve crescimento de 5,7% no número de unidades locais do setor.

    O setor de Indústrias Extrativas foi o que teve maior crescimento de unidades locais entre 2018 e 2019, com avanço de 51,3%, no Estado. As atividades imobiliárias também cresceram consideravelmente (42,4%).

    A Administração pública, defesa e seguridade social foi o setor do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas  (CNAE), que registrou o maior número de pessoas ocupadas, com o total de 135.530 no estado. O segmento de Indústrias Extrativas, por sua vez, teve o maior saldo de crescimento de pessoas ocupadas no setor (29,0% a mais) e Órgãos internacionais e outras instituições extraterritoriais, o maior negativo (-63 mil).

    Mais unidades locais e pessoas ocupadas

    Em 2019, o número de unidades locais de empresas e outras organizações cresceu 10,6% em relação a 2018, o que representa 3.698 unidades a mais, em um universo de 38.589. Esta é a maior quantidade de unidades locais desde 2013, quando totalizavam 40.205.

    Em relação aos Estados da Região Norte, o Amazonas é o 2º do ranking em número de unidades locais, com 38.589, ficando somente atrás do Pará, que contabilizou 81.626. Após o Amazonas, o estado com maior número de unidades locais foi Rondônia, com 36.307, em 2019.

     

    Número de unidades locais - 2019 - Norte
    Número de unidades locais - 2019 - Norte | Foto: Divulgação

    Em 2019, Manaus tinha 28.781 unidades locais. Depois da capital do Estado, Itacoatiara é o município do interior do Amazonas que apresentou maior número de unidades locais (913). O município foi seguido por Parintins e Manacapuru, que apresentaram 656 e 654 unidades locais, respectivamente. Na 5ª posição, ficou Humaitá, com 641 unidades locais.

    De 2018 para 2019, Manaus ganhou 3.026 unidades locais, enquanto municípios como Parintins, Manicoré e Maués perderam unidades locais.

     

    Número de unidades locais - 2019 - Norte
    Número de unidades locais - 2019 - Norte | Foto: Divulgação

    Os municípios do interior do Amazonas que apresentaram os menores números de unidades locais foram Caapiranga, com 17 unidades locais, Atalaia do Norte e Amaturá, com 25, Guajará, com 26, e Ipixuna, com 29 unidades locais.

    Em 2019, no Amazonas, assim como o número de unidades locais, o número de pessoas ocupadas também cresceu, 2,1% (13.332 pessoas a mais), frente a 2018, totalizando 641.442, sendo 600.619 (93,6%) como assalariados e 40.823 (6,4%) na condição de sócio ou proprietário.

     

    Os cinco municípios do estado com maiores números de unidades
    Os cinco municípios do estado com maiores números de unidades | Foto: Divulgação

    Em relação ao número de pessoas ocupadas, o Amazonas também é o 2º Estado no ranking da Região Norte, com 641.442 ocupações. O Estado com maior número de ocupações foi o Pará, com o total de 1.188.643 pessoas ocupadas nas unidades locais.

    O pessoal ocupado assalariado cresceu 1,8% (10.763 pessoas), assim como os sócios e proprietários cresceram 6,7% (2.569 pessoas), no Amazonas. Os números do Amazonas foram os maiores da Região Norte, tanto em crescimento de pessoal assalariado quanto em crescimento de sócios e proprietários.

      Manaus apresentava, em 2019, 508.306 pessoas ocupadas em suas unidades locais; crescimento de 2,1% em relação a 2018. Entre os municípios do interior do Estado, Itacoatiara registrou o maior número de pessoal ocupado (9.906). Em seguida, aparece Coari, com 7.945 pessoas ocupadas. Depois, as unidades locais de Manacapuru, com 7.184, e Parintins, com 6.716 pessoas ocupadas.  


     

    Ranking do número de pessoal ocupado em unidades locais
    Ranking do número de pessoal ocupado em unidades locais | Foto: Divulgação

    Considerando crescimentos e quedas, o município de Barreirinha registrou a maior alta no número de pessoas ocupadas pelas unidades locais (77,5%) e a maior queda foi registrada em São Paulo de Olivença (-46,7%).

    Salários

    Em 2019, no Amazonas, o total de salário médio mensal (R$ 2.865,62) caiu 1,8%, em relação a 2018. Já os salários e outras remunerações somaram R$ 22,8 bilhão, no Estado; crescimento de 1,9% em 2019.

      O Amazonas apresenta o terceiro maior salário médio mensal, numa comparação entre os sete Estados da Região Norte. Os maiores salários registrados foram os do Amapá, com R$ 3.462,55, e Roraima, com R$ 3.116,59. Rondônia possuía o menor salário médio mensal, com R$ 2.473,41.  

    Em Manaus, o salário médio mensal subiu R$ 77,62, de 2018 para 2019. Careiro e Anori foram outros municípios com crescimento nos salários. Já entre os salários que sofreram queda, aparecem Presidente Figueiredo e Coari, municípios que ainda figuram entre aqueles com salários mais altos.

      Os municípios do Amazonas que tiveram os menores salários médios foram Jutaí, com R$ 1.301,47 (1,3 salário mínimo), Uarini, com 1.373,01 (1,4 salário mínimo), Guajará, com R$ 1.394,39 (1,4 salário mínimo), Fonte Boa, com R$ 1.396,44 (1,4 salário mínimo) e Maraã, com R$ 1.427,81 (1,4 salário mínimo).  

    Perfil das atividades CNAE no Estado

    No Amazonas, em 2019, a atividade econômica com maior número de unidades locais de empresas e outras organizações foi o Comércio; reparação de veículos automotores e bicicletas, com o total de 16.557. De 2018 para 2019, houve crescimento de 5,7% no número de unidades locais do setor. O setor de Indústrias Extrativas foi o que teve maior crescimento de unidades locais entre 2018 e 2019, com avanço de 51,3%, no Estado. As atividades imobiliárias também cresceram consideravelmente (42,4%).

    A Administração pública, defesa e seguridade social foi o setor CNAE que registrou o maior número de pessoas ocupadas, no Amazonas, com o total de 135.530. O segmento de Indústrias Extrativas, por sua vez, teve o maior saldo de crescimento de pessoas ocupadas no setor (29,0% a mais) e Órgãos internacionais e outras instituições extraterritoriais, o maior negativo (-63 mil).

    Os maiores salários médios mensais foram pagos no setor de Indústria Extrativa (R$ 11.242,16) e os menores na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (R$ 1.220,24). 

    Natureza jurídica

      A pesquisa revela também a natureza jurídica das 38.589 unidades locais das atividades econômicas do Estado. As entidades empresariais tiveram crescimento de 10,7% de 2018 para 2019, e totalizaram, em 2019, 34.674 unidades, que representavam 89,9% do total de atividades econômicas do Amazonas; as entidades sem fins lucrativos totalizaram 9,2%, ou 3.538 unidades, com variação positiva (9,6%) de 2018 para 2019; e as unidades de administração pública totalizaram 1,0% das atividades, com 377 unidades e variação de 6,5% de 2018 para 2019.  

    Porte

    A análise de porte das empresas e outras organizações do CEMPRE considera, neste tópico, quatro faixas de pessoal ocupado total: 0 a 9 pessoas, 10 a 49 pessoas, 50 a 249 pessoas e 250 pessoas ou mais. Em 2019, no Amazonas, do total de empresas e outras organizações, 81,9% tinham até 9 pessoas ocupadas; 14,4%, 10 a 49 pessoas; 2,8%, 50 a 249 pessoas; e 0,9%, 250 pessoas ou mais.

    Apesar do predomínio daquelas de menor porte na estrutura empresarial amazonense, as empresas e outras organizações com 250 pessoas ou mais obtiveram a maior participação na variável econômica: pessoal ocupado assalariado (57,4%).

    Atividades nos cinco municípios com mais unidades locais do Amazonas

    Manaus

    Em Manaus, havia 28.781 unidades locais de empresas e outras organizações, em 2019; crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. As principais atividades do município eram: a) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (11.154 unidades locais), b) educação (com 2.441 unidades locais) e c) administração pública, defesa e seguridade (2.148 unidades locais).

    Na capital do Estado, havia 518.306 pessoas ocupadas em unidades locais de empresas e outras organizações, em 2019; 2,1% a mais em relação ao ano anterior. As principais atividades com pessoal ocupado eram: comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (96.065 pessoas ocupadas); b) Indústrias de transformação (89.213 pessoas ocupadas), c) educação (67.306 pessoas ocupadas), d)atividades administrativas e serviços complementares (54.596 pessoas ocupadas), e e) administração pública (51.042 pessoas ocupadas).

    Itacoatiara

    Em Itacoatiara, havia 913 unidades locais, em 2019; 6,7% a mais em relação a 2018. As principais atividades do município eram: a) o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (476 unidades locais), b) atividades de serviços (76 unidades locais), atividades de transporte, armazenagem e correio (53 unidades locais), e c) atividades de alojamento e alimentação (52 unidades locais), e também as  indústrias de transformação (52 unidades locais).

    Em Itacoatiara, havia 9.906 pessoas ocupadas, em 2019; -3,1, em relação ao ano anterior. As principais atividades com pessoal ocupado eram: a) administração pública, defesa e seguridade (4.376 pessoas ocupadas), b) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1.960 pessoas ocupadas), c) indústrias de transformação (1.022 pessoas ocupadas), d) atividades de transporte, armazenagem e correio (1.006 pessoas ocupadas) e e) educação (249 pessoas ocupadas).

     

    Em Parintins, havia 6.716 pessoas ocupadas em 2019
    Em Parintins, havia 6.716 pessoas ocupadas em 2019 | Foto: Divulgação/Secom

    Parintins

    Em Parintins, havia 656 unidades locais, em 2019; -1,8%, em relação ao ano anterior. As principais atividades exercidas por elas eram: a) o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (407 unidades locais), b) saúde humana e serviços sociais (41 unidades locais), c) indústrias de transformação (39 unidades locais), d) atividades de transporte, armazenagem e correio (26 unidades locais), e e) atividades de alojamento e alimentação (25 unidades locais).

    Em Parintins, havia 6.716 pessoas ocupadas, em 2019; 2,1% a mais, em relação ao ano anterior. As principais atividades com pessoal ocupado eram: a) administração pública, defesa e seguridade (3.344 pessoas ocupadas), b) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1.947 pessoas ocupadas), c) indústrias de transformação (285 pessoas ocupadas), d) saúde humana e serviços sociais (270 pessoas ocupadas), e e) educação (135 pessoas ocupadas).

    Manacapuru

    Em Manacapuru, havia 654 unidades locais, em 2019, 11,4% a mais, em relação ao ano anterior. As principais atividades às quais pertenciam tais unidades eram: a) o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (349 unidades locais), b) indústrias de transformação (58 unidades locais), c) atividades de serviços (45 unidades locais), e d) educação (30 unidades locais) e atividades administrativas e serviços complementares (24 unidades locais).

    Ainda em Manacapuru, havia 7.184 pessoas ocupadas numa das unidades locais, em 2019; crescimento de 16,3%, em relação ao ano anterior. As principais atividades que tinham pessoal ocupado eram: a) administração pública, defesa e seguridade (3.351 pessoas ocupadas), b) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1.685 pessoas ocupadas), c) indústrias de transformação (716 pessoas ocupadas), d) atividades administrativas e serviços complementares (548 pessoas ocupadas), e) alojamento e alimentação (123 pessoas ocupadas) e f) educação (105 pessoas ocupadas).

    Humaitá

    O município de Humaitá apresentava 641 unidades locais de empresas e outras organizações, em 2019; crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior. As principais atividades do município eram: a) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (318 unidades locais), b) outras atividades de serviços (94 unidades locais), e c) água, esgoto e outras atividades de gestão de resíduos (47 unidades locais).

      No município, havia 3.646 pessoas ocupadas em suas unidades locais; 3,2% a mais, em relação ao ano anterior. As principais atividades com pessoal ocupado eram: a) comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (1.300 pessoas ocupadas); b) administração pública, defesa e seguridade (1.190 pessoas ocupadas), e c) Transporte, armazenamento e correio (254 pessoas ocupadas).  

    Nota metodológica sobre número de unidades ativas

    O conceito de empresa, na pesquisa, é entidade empresarial com CNPJ. Já o conceito de unidade local é diferente do conceito de empresa: a unidade local é o endereço de atuação da empresa ou outra organização que ocupa, geralmente, uma área contínua na qual são desenvolvidas uma ou mais atividades econômicas, identificado pelo número da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.

    É importante esclarecer também que, a partir de 2019, o CEMPRE incorpora registros administrativos oriundos do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial, que estão substituindo gradativamente os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS e do o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados -CAGED. Com essa substituição, o critério de seleção de unidades ativas precisou ser ajustado, em função de duas informações que constam no questionário da RAIS deixarem de existir no eSocial. São elas, o número de sócios e proprietários que exercem atividades em suas empresas; e o indicador de atividade que identifica se o estabelecimento exerceu sua atividade principal no ano de referência.

    Assim, para seleção das unidades ativas, são consideradas as empresas e outras organizações que declararam o eSocial; provenientes da RAIS ou das pesquisas estruturais por empresa do IBGE que tinham 5 ou mais pessoas ocupadas assalariadas em 31.12 do ano de referência; com 0 a 4 pessoas ocupadas assalariadas, que se declararam como “em atividade” na RAIS no ano de referência e que não tinham nenhum indicativo de inatividade nas pesquisas estruturais por empresa do IBGE; e que tiveram informação econômica nas pesquisas estruturais por empresa do IBGE, independentemente da sua situação cadastral e condição de atividade informada na RAIS.

    Para maiores detalhes e outros esclarecimentos metodológicos sobre a pesquisa, consulte a publicação do CEMPRE 2019, presente no portal IBGE e Agência IBGE.

    *Com informações da assessoria

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