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    Empreendedorismo


    Com incentivo, mulheres empreendem em Itapiranga e Silves

    Um novo grupo formado por costureiras de Itapiranga e Silves vão em busca da realização do sonho de abrir o próprio negócio

     

    | Foto: Divulgação

    MANAUS - O percentual de mulheres empreendedoras no Brasil saltou de 38% para 45% do total de novos empreendimentos surgidos nos últimos dois anos, entre MEIs (microempreendedores individuais), micro e pequenas empresas, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

    No Amazonas, 160.495 mil mulheres são empreendedoras. Agora, um novo grupo formado por costureiras de Itapiranga e Silves vão em busca da realização do sonho de abrir o próprio negócio.

    Para isso, estão contando com apoio do projeto Elas Empreendedoras, que desenvolve ações específicas como capacitações, consultorias, whokshops, mentorias, entres outras atividades. Tudo isso gratuitamente!

    O empreendedorismo feminino surge para boa parte destas mulheres como alternativa para incrementar a renda da família. Pensando nisso, a Eneva, maior operadora privada de gás natural do País, e produtora integrada de energia do País, junto com o Sebrae-Amazonas, vão oferecer todo o suporte para as profissionais. 

    Antes de pensar em empreender, o grupo de costureiras trabalhou junto na confecção de mais de 200 mil peças de EPI, entre máscaras e jalecos, utilizados no combate à disseminação do novo coronavírus, no período de pico da pandemia. Do projeto chamado Costurando Para o Bem, veio a ideia de oferecer um suporte maior às profissionais da região.

     

    | Foto: Divulgação

    Agora, elas participarão do curso Mulher Empreendedora, no escritório regional do Sebrae, em Itacoatiara, com foco na capacitação sobre empreendedorismo. Serão 20 horas de aulas, com apoio às profissionais para desenvolverem suas habilidades como empresárias.

    “Os projetos sociais desenvolvidos pela Eneva são importantes ferramentas de transformação por onde passam, pois buscam incentivar o desenvolvimento social de diferentes segmentos e identificar potencialidades visando apoiar o desenvolvimento sustentável a partir de experiências e diagnósticos locais. Um futuro empreendedor e de empoderamento feminino é o que propõe o novo projeto”, ressalta a coordenadora de Responsabilidade Social da Eneva, Elizabeth Teles.

    A ideia do "Elas Empreendedoras" é proporcionar retorno financeiro para costureiras do município, que tiveram suas habilidades reveladas ainda no Costurando Para o Bem. “Além de máscaras e jalecos, elas demonstraram potencial para outras modalidades de corte e costura, além de culinária e artesanato”, pontua a coordenadora.

    A costureira Julieta Serrão Barbosa, 36 anos, moradora de Itapiranga, foi uma das primeiras beneficiárias do Costurando para o Bem a topar o desafio de empreender. Ela diz acreditar no próprio potencial e junto com outras mulheres, costureiras e auxiliares de costura, está organizando a criação da primeira associação de empreendedoras do município. “No momento crítico da pandemia, estivemos juntas e conseguimos vencer um grande desafio, com o apoio da Eneva”, salienta Julieta. 

    Há 35 anos trabalhando com costura, a professora Valita da Silva Neves, também se orgulha de fazer parte dos projetos. “Sempre trabalhei como costureira e faço qualquer tipo de roupa, mas com a pandemia ficamos sem trabalho e sem renda. Com o projeto Costurando para o Bem, pudemos constatar o nosso potencial ao trabalhar juntas e de forma organizada”, assegura. Além de artesãs e costureiras, há mulheres pescadoras e agricultoras, que também receberão apoio na abertura de oportunidades coletivas e individuais. 

    Atualmente a empresa desenvolve 37 projetos sociais que beneficiam mais de 62 mil pessoas nos estados do Maranhão, Ceará, Roraima e Amazonas, onde a empresa tem atividades.

    COSTURANDO PARA O BEM

    Ao longo de um ano, entre os meses de junho de 2020 e junho de 2021, a Eneva investiu R$ 450 mil na compra de material e o pagamento pela produção de mais de 200 mil máscaras e jalecos de proteção contra a Covid. As peças foram distribuídas à população e em unidades básicas e hospitais das duas cidades. A atitude da empresa, além de ajudar financeiramente dezenas de famílias, fomentou a economia local. 

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