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    Piscicultores comemoram retorno da venda de peixes no Amazonas

    Os piscicultores afirmam que, aos poucos, a população está retomando o consumo do alimento tão presente na vida dos amazonenses

     

    | Foto: Brayan Riker

    MANAUS - Após grandes impactos na venda de pescados depois da notificação de casos suspeitos de rabdomiólise, popularmente conhecida como "Doença da Urina Preta",  integrantes da Associação Independente dos Piscicultores do Amazonas comemoraram, nesta terça-feira (21), o retorno das vendas de peixes criados em cativeiro. Eles afirmam que aos poucos a população está retomando o consumo do alimento tão presente na vida dos amazonenses. 

    "Hoje é um dia de comemorar o retorno da venda de pescados. A população está passando a sentir firmeza que o peixe não tem relação com essa doença pois nada foi comprovado até o momento. Daqui para frente nosso objetivo é que tudo volte ao normal. Nosso peixe criado em cativeiro é saudável e criado com toda a estrutura necessária", destacou Paulo Sérgio Maia, Distribuidor de Pescado e integrante da associação. 

    Para o empresário Edyssandro Albuquerque, proprietário de uma peixaria na avenida Solimões, no bairro Distrito Industrial, na Zona Sul, a queda nas vendas foi de 80% após a notificação dos casos suspeitos da rabdomiólise. 

    "Tivemos uma queda grande em todas as peixarias de Manaus e em todos os distribuidores. Porém já estamos sentindo o retorno dos nossos clientes e podemos afirmar que nossos peixes de viveiro são bem cuidados e distribuídos. Só temos a agradecer o retorno. Temos público de fora do Estado e eles são fundamentais na nossa economia. Fomos prejudicados mas estamos nos recuperando", destacou o empresário. 

    Casos suspeitos

     54 casos suspeitos de rabdomiólise, associados à "doença da urina preta", seguem sendo investigados no Amazonas. 12 já foram descartados para a síndrome.

    A atualização é divulgada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Os casos ainda sob investigação foram registrados em nove municípios. Uma mulher de 51 anos morreu com a doença.

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