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    Crescimento


    Número de mulheres empreendedoras já chega a 43,5% no Brasil

    A inserção da mulher na atividade empreendedora, assim como em outras posições no mercado de trabalho, é recente e vem crescendo ao longo dos anos

     

    No Brasil, conforme dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o número de mulheres empreendedoras é de 43,5%, enquanto os homens são 56,5%.
    No Brasil, conforme dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o número de mulheres empreendedoras é de 43,5%, enquanto os homens são 56,5%. | Foto: Divulgação

    Manaus - Nesta sexta-feira (19), é Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com diversas instituições globais de incentivo às mulheres que criam e comandam seus próprios negócios. No Brasil, conforme dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o número de mulheres empreendedoras é de 43,5%, enquanto os homens são 56,5%.

    Segundo a coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação da Faculdade Santa Teresa, Joziane Mendes, apesar de ainda existir uma diferença entre o número de homens e mulheres, é inegável que houve avanços. “Até poucos anos atrás essa disparidade era muito maior, principalmente quando se falava em negócios já estabelecidos no mercado”, disse.

    Ela explica que entre as razões que fazem com que os homens sejam maioria ainda está o fato de eles empreenderem há muito mais tempo do que as mulheres. A inserção da mulher na atividade empreendedora, assim como em outras posições no mercado de trabalho, é recente e vem crescendo ao longo dos anos. Outro fator, diz ela, é que há um abandono maior das mulheres.

    “O que as pesquisas mostram é que a motivação para a abertura de um negócio, no caso das mulheres, é mais por necessidade, quando comparado aos homens. As mulheres buscam o empreendedorismo como um complemento, em momentos de piora da renda, mas abandonam posteriormente a atividade quando a situação melhora, além de outros aspectos socioculturais, como o maior envolvimento das mulheres com as obrigações do lar e filhos. Isso vem mudando, mas ainda tem uma parcela de impacto na equiparação de negócios conduzidos por mulheres”, detalhou.

    De acordo com a coordenadora, empreender é o sonho de muitos brasileiros, independente do gênero e isso é possível, basta que as pessoas tenham foco e não apenas uma ideia. Dados do GEM demonstram que 66,7% dos brasileiros em geral, sonham em possuir um negócio próprio, mais do que desejam desenvolver uma carreira profissional em uma empresa privada ou pública.

    Um exemplo é a estudante de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Teresa, Kelly Silva. Ela criou uma pastelaria móvel, que diariamente está em um ponto da cidade. Kelly conta que já tentou empreender antes, mas não dava continuidade ao negócio, até que ele estivesse estabelecido no mercado. “Empreender exige muito. Não é só ter uma ideia, abrir uma rede social e vender. Você tem que entender tudo que envolve o negócio, da produção à emissão de nota. Quando eu entendi isso foi que as coisas começaram a caminhar. A pastelaria tem apenas seis meses e está indo muito bem”.

    Junto com Kelly trabalham outras quatro pessoas, todas da família. “Nós dividimos o trabalho, cada um tem a sua função. Eu administro o negócio. O curso de ciência contábeis tem sido muito importante nesse processo. Eu aplico as informações no meu próprio negócio. Já penso, inclusive, em depois que finalizar a graduação empreender em outras áreas”.

    Outro exemplo é a aluna do curso de Direito da Santa Teresa, Giselle de Oliveira Brasil. Formada em Ciências Contábeis e cursando a segunda graduação, ela possui há sete anos um escritório de contabilidade. “Eu decidi empreender por uma necessidade do momento, já que tinha ficado desempregada, mas essa foi a melhor decisão. Houve momentos de dúvida, mas tinha certeza que daria certo”.

    Giselle ressalta que fazer o curso de Direito foi uma decisão estratégica e que tem como objetivo agregar mais um serviço para os clientes do escritório de contabilidade.

    “São áreas que se conversam e essa formação jurídica me tornará uma profissional mais completa, o que vai favorecer meus clientes. E a melhor propaganda para um negócio ainda é a boca a boca. Quando alguém compartilha sua experiência positiva chama atenção de outras. Lógico que rede social e outros mecanismos são importantes, mas a experiência do atendimento é essencial. Não desistir no primeiro obstáculo também é primordial. Minha empresa tem sete anos, mas demorou bastante para que conseguisse se estabilizar no mercado. Se tivesse repensado a decisão de empreender hoje não estaria tão bem”.

    O incentivo ao empreendedorismo faz parte da linha de atuação da Faculdade Santa Teresa. O Núcleo de Empreendedorismo e Inovação, criado recentemente,  funciona como um espaço multidisciplinar de preparação dos estudantes. A proposta é mostrar o leque de opções dentro de cada área que pode ser explorado e ajudar os alunos a desenvolver diferentes competências para se destacar no mercado de trabalho. A coordenadora do Núcleo, Joziane Mendes, destaca que desde que foi idealizada, a Faculdade Santa Teresa sempre teve nos seus preceitos ir além da formação tradicional, incentivando o aluno a crescer profissionalmente.

    *Com informações da assessoria

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