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    Consciência Negra


    Primeira Feira de Empreendedorismo Preto acontece em Manaus

    Em alusão ao Dia da Consciência Negra, espaço contou com 30 expositores de artesanatos e gastronomia, além de atrações culturais que exaltaram a herança histórica da população afro-brasileira

    Entre as atrações musicais, a DJ Magali Rocha, Nely Miranda, Lua Negra, Papo de Preto e Maracatu Pedra Encantada agitaram o público presente
    Entre as atrações musicais, a DJ Magali Rocha, Nely Miranda, Lua Negra, Papo de Preto e Maracatu Pedra Encantada agitaram o público presente | Foto: Divulgação/Sejusc

    Manaus (AM) - Em alusão ao Dia da Consciência Negra, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) apoiou a 1ª edição da Feira do Empreendedorismo Preto, promovida por meio da Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). A Feira aconteceu neste sábado (20), na Praça Heliodoro Balbi, localizada na avenida Sete de Setembro, Centro de Manaus.

      A programação do evento, que iniciou às 9h, contou com mais de 30 expositores de artesanatos e gastronomia, além de atrações culturais que exaltaram a herança histórica da população afro-brasileira. Entre as atrações musicais, a DJ Magali Rocha, Nely Miranda, Lua Negra, Papo de Preto e Maracatu Pedra Encantada agitaram o público presente. Também houve batalha de rimas com o Bonde da Ernan e apresentação de capoeira com o mestre Cristiano.  

    De acordo com a secretária titular da Sejusc, Mirtes Salles, feiras como esta incentivam a geração de renda para empreendedores e também são formas de mostrar seus trabalhos.

    “Por meio da feira, buscamos estimular a renda dos empreendedores. Ao mostrarem seus trabalhos, esses profissionais conseguem visibilidade e podem impulsionar seus negócios”, disse a gestora.

    Feiras como esta incentivam a geração de renda para empreendedores
    Feiras como esta incentivam a geração de renda para empreendedores | Foto: Divulgação/Sejusc

    Segundo a chefe do Departamento de Promoção e Defesa dos Direitos, Gabriella Campezatto, a exposição dos trabalhos na feira visa movimentar os negócios dos empreendedores.

    “A feira tem como objetivo incentivar o desenvolvimento econômico, visto que essas pessoas sofreram o impacto da pandemia. Através da exposição dos trabalhos, esperamos que haja o fortalecimento desses empreendedores”, disse.

    A subsecretária da Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Graça Prola, disse que a iniciativa foi pensada para incentivar o empreendedorismo preto.

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    Considerando que a pandemia não é apenas uma crise sanitária, é uma crise econômica e social, vivemos um momento de muita fome por conta do desemprego e também por conta da necessidade das pessoas melhorarem sua capacidade emocional que ficou desestabilizada em muitas famílias. Pensando em uma alternativa de gerar renda para a negritude organizada aqui da cidade de Manaus, nós pensamos junto com o movimento esse evento, com a possibilidade de todos os anos dar continuidade, como alternativa de renda, como uma forma de motivar outros a empreender "

    Graça Prola, subsecretária Semasc

     

    Arte e cultura 

    O expositor e artista, Ariska Derí, destacou que a Feira abriu espaço para exibir seu trabalho artístico para outras pessoas.

    “É extremamente importante a iniciativa, tanto de incentivar o empreendedorismo preto quanto poder trocar com outras pessoas, ver o que estão produzindo e expondo, assim conseguimos pegar inspiração deles também. Sempre gostei de fazer artesanato, mas sempre foi algo muito pessoal, então expor e ver as pessoas comentando é um processo de me entender como artista, entender a caminhada e me fortalecer nesse espaço”, comentou.

    Para Leila Cantuária, visitante da feira, através de eventos como esse é que se pode conhecer e combater o preconceito contra a população negra. 

    “É a primeira vez que está tendo um evento desse e acho importante porque começamos a escutar a importância do povo negro aqui na cidade. Nós temos a maioria da nossa população sendo discriminada e sofrendo violência, por isso é importante para a sociedade possa conhecer os trabalhos, as roupas, a cultura do povo negro”, contou.

    *Com informações da assessoria

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