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    Pesquisa


    Cresce trabalho informal no Amazonas, afirma dados do IBGE

    De cada 10 trabalhadores, 6 está na informalidade no estado

     

    O estudo também apontou que 6 a cada 10 trabalhadores do Amazonas não possuíam vínculo empregatício
    O estudo também apontou que 6 a cada 10 trabalhadores do Amazonas não possuíam vínculo empregatício | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - O Amazonas registrou uma taxa de 59, 5% no nível de informalidade entre as pessoas economicamente ativas com idade a partir de 14 anos, a segunda maior do país.  É o que apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), neste terceiro semestre de 2021. Os resultados foram divulgados na terça-feira (30).

    O estudo também apontou que 6 a cada 10 trabalhadores do Amazonas não possuíam vínculo empregatício. Ou seja, o trabalho por conta própria manteve-se estável, na comparação entre o 2 e 3 trimestres de 2021, apesar do acréscimo de 26 mil pessoas.

    Sobrevivência

    Este é o caso de Maria Suely da Silva, de 53 anos, moradora do bairro São José, zona Leste de Manaus, que largou um emprego de vendedora, com a crise da pandemia, para trabalhar com a venda de doces.

    “Todos os dias eu pegava um ônibus lá para o Centro, chegava cansada, trabalhava o dia todo, não era reconhecida e ainda ganhava pouco. Com o coronavírus, eu decidi que não ia arriscar a minha vida e da família em troca de migalhas e resolvi fazer doces caseiros. No começo, foi muito difícil. Depois que reabriram as atividades, consegui sair e vender até no meu bairro e ganho bem melhor do que eu recebia”, afirmou.

    Deolinda Correia, 23 anos, teve um caso diferente. Moradora do bairro Cidade Nova, na zona Norte, se viu obrigada a partir para a informalidade, depois que perdeu o emprego de caixa num supermercado.

    “Coloquei uma caixa de picolé na cintura e fui embora. Não tive outra saída. Não tinha emprego, me colocaram para fora do nada e tenho um filho para criar. Não dá muito, mas tá garantindo nosso pão. Vendo numa praça aqui perto de casa e no Centro”, explica.

    Cai desocupação

    A pesquisa, que apresenta dados sobre as condições do mercado de trabalho e avalia a renda familiar, mostra, ainda, que houve uma queda no índice de pessoas desempregadas no terceiro trimestre de 2021. A subida foi de 1, 62 para 1, 70 milhão. Nos meses de abril e junho, os números somavam 304 mil desempregados, mas de julho a setembro, desceu para 264 mil.

    Comércio e Varejo

    Em relação às atividades, no 3º trimestre de 2021, frente ao trimestre anterior, a alta no número de pessoas ocupadas no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (11,2%) e nos serviços domésticos (21,2%) colaboraram para o crescimento percentual de pessoas empregadas do Estado. 

    O nível de ocupação, que é o percentual dos ocupados em relação àqueles na idade de trabalhar, subiu 1,9 ponto percentual, entre o 2º e o 3º trimestre de 2021, resultando em 55,0% da população.

    Na comparação entre o 3º trimestre de 2021 e o mesmo período de 2020, o crescimento no nível de ocupação foi ainda maior: 5,2 pontos percentuais. 

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