Fonte: OpenWeather

    Editorial


    A Semmas, a cidadania e uma cidade

    A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) começa a resgatar a visibilidade há muito perdida na cidade mais barulhenta do mundo. A qualificação talvez seja mais um desabafo de cidadania ultrajada do que uma constatação científica, mas não deixa de ser válida pelos abusos que têm sido consentidos por esse órgão municipal de que não se tinha notícias havia alguns anos.
    Neste momento, a Semmas tenta criar uma logística que garanta ao carnaval de rua de Manaus um os seus melhores momentos. Alegria não falta, é carnaval, e até os excessos são colocados na conta do Rei Momo. Acontece que se buzina demais em Manaus. Os carros de todos os tipos desfilam pela cidade, em qualquer dia e em qualquer horário com aparelhos de som de alta potência, como se o conceito de “bem público” só a esses motoristas dissesse respeito: “Se é público... é meu, e não do(s) outro(s).

    O uso de sonorização para a realização de festas carnavalescas em Manaus precisa ser autorizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade. A utilização de som em veículos automotivos com decibéis além do que seja permitido deve ser combatida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Para isso, os aparelhos municipais (Manaustrans, SMTU e, por que não as Polícias Militar e Civil e o Detran, em ação conjunta com o município?) e do Estado se aliem para combater esse tipo de poluição, que reduz a capital amazonense ao nível de uma feirazinha sem lei.

    É preciso enriquecer a concepção de “combate ao crime” dos órgãos de repressão com uma intervenção preventiva em atividades aparentemente inofensivas como festas em bairros e conjuntos residenciais que não respeitam a “lei do silêncio”. A Semmas não pode ficar sozinha na criação de uma zona de silêncio em toda a cidade. A situação ficou de um jeito insuportável tal que se tornou praticamente impossível até freqüentar restaurantes. Esta é uma ação que deve ser praticada por todos e exigida de todos. E isso é só um dos desafios no caminho da humanização de Manaus.