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    Mercado de Trabalho


    Vídeo: mulheres brilham em áreas dominadas por homens

    A competência e dedicação atribuídas à classe feminina são hoje reconhecidas também por empregadores. Descubra a história de Neiry Charles, que é frentista em Manaus

    A simpatia ao atender seus clientes é a marca registrada da frentista Neiry Charles da Silva, 41 anos, manauara da Capital
    A simpatia ao atender seus clientes é a marca registrada da frentista Neiry Charles da Silva, 41 anos, manauara da Capital | Foto: Oziete Trindade

    Não é novidade para ninguém a capacidade da mulher em exercer o cargo que quiser no mercado de trabalho. Basta se preparar tecnicamente para a profissão que escolher. Segundo os empregadores ouvidos pelo Portal Em Tempo, geralmente as mulheres costumam ser muito mais disciplinadas em relação ao trabalho; o que facilita em muito a adaptação para algumas tarefas em comparação com os homens. 

    Os patrões esclarecem que não se trata, no entanto, de maior competência em relação ao sexo masculino. Mas acreditam que as mulheres mostram sem dúvida alguma um maior preparo, inclusive emocional, para lidar com certas situações do dia a dia.          

    E já são inúmeras as profissões exercidas hoje por mulheres (frentista, motorista de ônibus, caminhoneira, engenheira civil, piloto de avião, mecânica etc), que disputam igualmente com os homens nesse concorrido e seleto mercado de trabalho. Na nossa série de reportagens, vocês irão conhecer na sequência três histórias bacanas de profissionais que atuam nesse ‘universo masculino’. Em cada relato, o comprometimento e profissionalismo mostram que a inteligência da mulher vai muito além de um cabelo arrumado, uma unha pintada ou um batom bonito.  

    Frentista de posto e a eficiência com simpatia  

    Frentista Neiry Charles da Silva
    Frentista Neiry Charles da Silva | Foto: Oziete Trindade

    A simpatia ao atender seus clientes é a marca registrada da frentista Neiry Charles da Silva, 41 anos, manauara da Capital. Neiry é solteira, mas nos confidenciou que está em um relacionamento de namoro.  Residente no bairro Cidade Nova, ela começa cedo a sua rotina.

    De casa para o posto de combustível onde trabalha, no Parque 10 de Novembro, leva uns 20 minutos de ônibus. Ela nos conta que acorda às 5h30, toma seu café, dá uma arrumada rápida no visual com um batom básico e segue direto para o trabalho. Costuma chegar na empresa umas 6h30, põe o uniforme e então está pronta para começar a atender os clientes, a exatamente 7h indo até as 19h.

    A rotina no posto é intensa; enquanto falava comigo não parou um só minuto. Exceto, é claro, para dar um retoque no batom para as fotos. E, ao longo da conversa, mantinha sempre a simpatia para atender também os clientes; uma média de 200 veículos ao dia abastecidos por ela. São 12h de trabalho diárias, com 1h de almoço, numa jornada de 12x36.  Trabalha dia sim, dia não, com um domingo de folga no mês. “Eu adoro o que faço, me sinto realizada e me identifico muito bem com a minha profissão”, diz Neiry, que trabalha há 14 anos como frentista.   

    Mas não para por aí o trabalho do frentista. Além do abastecimento de veículos cabe a ele também a lavagem, limpeza dos para-brisas, revisão de óleo e filtros, conferir a água do radiador e calibrar pneus. Podendo fazer ainda fechamento do caixa e a venda de produtos automotivos comercializados no posto caso o cliente solicite. O abastecimento dos tanques com o combustível que são transportados pelo caminhão-tanque também pode ter a ajuda do frentista. 

    Além disso, a questão da segurança é indispensável nesse trabalho por se tratar de produtos altamente inflamáveis, aos quais todos estão expostos com risco de incêndio e até explosão. É expressamente proibido, portanto, a utilização de acessórios causadores de faísca ou cigarro no momento do abastecimento. 

    Para proteger contra acidentes é obrigatório o uso de sapato apropriado, luvas de borracha e óculos de proteção em caso de algum imprevisto no escape de combustível das mangueiras. O kit de segurança é fornecido pelo empregador logo após a contratação. Como em Manaus o clima é muito quente, o uso de luvas e óculos geralmente não são constantes porque o calor causa desconforto e até alergia. 

    Segundo Neiry, a adaptação e o treinamento necessário para atuar nessa profissão foram bem tranquilos para ela. “Em 4 dias já estava apta para trabalhar”, ressaltou.  A relação com os colegas e clientes ela conta que sempre foi muito boa e, nesses 14 anos, nunca enfrentou problemas de preconceito por ser mulher. “Nunca tive problema algum, mesmo porque hoje sabemos que somos todos iguais perante a sociedade”, disse convicta de sua eficiência”.  

    Oziete Trindade é jornalista, graduada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela FMU/SP e pós-graduada nível Lato Sensu em Comunicação/Marketing Político pela Fundação Cásper Líbero/SP.  

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Samara Maciel/TV Em Tempo