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    Prazer


    Quero nudes: busca por prazer na internet aumenta durante a quarentena

    Subindo pelas paredes. É assim que a quarentena tem deixado muitos amazonenses

    Segundo psicóloga, pessoas buscam 'descarregar a tensão sexual' por meio de troca de fotos, chamadas de vídeo e conversas | Foto: Reprodução/ OcusFocus

    Manaus - Subindo pelas paredes. É assim que a quarentena tem deixado muitos amazonenses. No entanto, estar sozinho (a) em casa durante o autoisolamento não significa, necessariamente, o fim do prazer sexual. Muitas pessoas passaram a optar pelo prazer em serviços sexuais on-line e canais eróticos. No caso dos casais que estão distantes, a opção é investir em relações sexuais pelas plataformas virtuais.

    Com certeza você já ouviu falar no termo “sexo por telefone”, essa prática era comum nos anos 90 quando os serviços digitais ainda não eram tão explorados. Com o desenvolvimento da sociedade o serviço caiu no esquecimento, mas devido a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus o recurso voltou a ser usado pelas pessoas na busca pelo prazer.

    Nos últimos dias, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, liderado pela ministra Damares Alves, divulgou uma cartilha em que aconselha profissionais do sexo a realizarem atendimentos on-line. A recomendação é uma forma de conscientizar a população a optarem por atividades de distração, mesmo em meio a situações delicadas.

    Prazer de ser desejado (a)

    Segundo a psicóloga, Belquice Manso, a necessidade de sexo entre as pessoas, está voltada ao prazer de ser desejado, esse sentimento é aflorado durante o ritual da conquista.

    “A busca por esse prazer é como um jogo de poder, em que o objeto de desejo é o seu corpo. Algumas pessoas se exibem para mostrar sua capacidade em superar-se para mostrar sua capacidade de conquista. Observe que, em algumas situações, as pessoas fazem o jogo da conquista para se beneficiarem de alguma forma. U um bom exemplo é quando se busca um desconto em um produto e muda o tom da voz, o olhar, a imposição corporal, a mesma coisa acontece durante o contato com a pessoa em questão”, explicou a psicóloga.

    A psicóloga ressaltou que há inúmeros fatores que levam a essa prática como o medo da exposição e do fracasso em um relacionamento presencial. “O fato de algumas pessoas serem muito retraídas, tímidas, não se sentem seguras com sua própria capacidade de relacionar de forma presencial e fisicamente. Essas pessoas buscam serviços especializados, disponíveis na rede. A curiosidade, a carência, a repressão sexual, a compulsão sexual, a distância entre pessoas que se relacionam pode levar a essa prática e a facilidade de acesso à internet promove isso”, ressaltou Manso.

     “Manda nudes”

    Um dos métodos mais utilizados durante a busca pelo prazer virtual é a troca de fotos íntimas, por mais que a prática apresente riscos a privacidade, ela ainda é utilizada com frequência nas conversas eróticas entre casais. Para Belquice, a atração pelos nudes está diretamente ligada a dominação e poder.

    “O prazer pelas fotografias íntimas está ligado a autoafirmação, devido a insegurança e demonstração de poder. Isso vai depender também de quem recebe ou manda. Essa prática é mais comum entre pessoas que se relacionam, porém é preciso atenção. É cada vez mais comum o ‘vazamento’ de fotos íntimas, colocando a vítima em constrangimento, pois uma vez que imagens como essas caem na rede não há mais controle sobre elas”, alertou a psicóloga.

    Como amenizar a distância entre o casal?

    O método também pode ser usado para casais que estão distante e não sabem como amenizar o desejo sexual. O sexólogo Sebastião Nascimento, revela como deixar o ambiente virtual confortável e prazeroso para ambos.

    “Os fetiches costumam funcionar bem em casos como estes, o sexo virtual entre casais aumentou muito e também precisa ser bem feito, mesmo distante é possível chegar ao orgasmo juntos. Façam um jogo de sedução e eróticos, como striper, fantasias, evitem chegar ao orgasmo rápido demais e intensificar a criatividade”, sugeriu Sebastião.

    O sexólogo orientou ainda que os casais se arrumem para interagir uns com os outros por meio dos recursos virtuais.

    “É sempre bom despertar interesse no outro, então optem por um vestuário diferenciado quando chegar a hora da videochamada, isso vale para ambos, também é um meio de fazer com que o parceiro sinta saudade do outro podendo aproveitar ainda mais a companhia quando a quarentena passar e tudo voltar ao normal. Esse não deve ser o momento em que é melhor optar pela separação”, finalizou Nascimento.