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    Pandemia


    Sexo sem furar a quarentena: o que é bom saber em tempos de Covid-19

    Uma pausa nas notícias 'ruins' para dicas de especialistas sobre como casais e pessoas solteiras podem ter prazer e ainda evitar risco de contágio pelo novo coronavírus

    Casais e solteiros precisam se adequar a nova rotina durante a pandemia | Foto: Freepik

    Manaus - É fato que o momento vivido pela humanidade é único na história. E se todas as pessoas estão tendo que adaptar a rotina para a nova realidade, um dos questionamentos que pairam no ar é relacionado ao sexo.  Quem mora com parceiro ou parceira tem alguns pontos, mas pode haver aquele medo de a relação se tornar repetitiva. Pessoas solteiras estão numa situação um pouco mais complicada, já que não é indicado furar a quarentena para fazer sexo. Para os dois casos, veja as principais dicas que o EM TEMPO reuniu dividas por tópicos.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo coronavírus tem taxa de letalidade de 2%, em média, o que é considerado baixo. O grande problema, segundo a fonte, é que tem uma alta taxa de transmissão. Uma pessoa infectada pode passar para outras seis.

    Logo, um número alto de pacientes pode causar uma alta demanda nos sistemas de saúde, como aconteceu na Itália, e como já acontece no estado do Amazonas. Para evitar mais desgaste nos hospitais, a principal orientação médica é que as pessoas fiquem em casa.

    Você realmente sabe o que é sexo?

    Antes de entrar nas dicas, é importante ter em mente um detalhe importantíssimo. O sexo está presente na história da humanidade e é, inclusive, o que a faz se perpetuar por tantos anos. Mas, para além da ação de se reproduzir, quando se fala do prazer, você realmente sabe o que é sexo?

    O psicólogo Sebastião Nascimento, pós-graduado em Sexologia ela Faculdade de Medicina de São Paulo (USP) trabalha terapias sexuais, individuais ou com parceiros. Ele explica que, quando se trata de sexo, existem os seguintes conceitos a serem compreendidos:

    Relação sexual: é o ato em si. Pode ser, por exemplo, o que faz uma pessoa que contrata outra para serviços sexuais. 

    Interação sexual: é o que ocorre entre parceiros antes, durante e depois do ato sexual. A ligação entre quem está envolvido no sexo. Exemplo: um casal que se conhece numa festa, interage e depois parte para uma relação libidinosa.

    Sexo com completude: é a relação sexual consentida entre parceiros, mas que por algum motivo resulta apenas no orgasmo de uma das partes.

    Sexo com plenitude: relação sexual consentida, prazerosa para ambos, e que termina com orgasmo para todos os envolvidos.

    Sebastião também tem formação em Análise Psicodramática pela Escola Paulista de Psicodrama (EPP) e instrutor na área de Sexualidade para profissionais de saúde
    Sebastião também tem formação em Análise Psicodramática pela Escola Paulista de Psicodrama (EPP) e instrutor na área de Sexualidade para profissionais de saúde | Foto: Divulgação

    Para quem mora com a pessoa

    Nesses casos, o sexólogo alerta para o perigo de a atividade cair na rotina. Sebastião desenha dois pontos que, segundo ele, são essenciais para um bom sexo. A inovação, mas também o diálogo. 

    "A primeira dica que eu dou é a mesma que menciono nas minhas terapias para os pacientes. Evite orgasmo", diz o psicólogo. E apesar de parecer uma ideia um tanto diferente, o especialista esclarece o motivo.

    "Para que os parceiros tenham maior interação sexual e vontade de transar, nós aconselhamos que se relacionem sexualmente por dois dias e deixem para ter um orgasmo apenas no terceiro. Isso faz com que o desejo sexual se prolongue", orienta.

    A segunda dica do profissional é dividir as tarefas em casa. Embora esta pareça ter pouca relação com o ato sexual, o psicólogo mostra que tem sim, tudo a ver.

    "Apesar de não ter ligação direta com o ato de transar, esse tipo de divisão das tarefas domésticas faz com que os parceiros vejam a importância que o outro dá para esses cuidados, além de não deixar os trabalhos para apenas uma pessoa. Isso melhora a relação do casal, e consequentemente o sexo", afirma o especialista.

    A terceira dica é voltada à inovação com roupas. O sexólogo sugere que, não importa o gênero da pessoa, tente usar roupas consideradas sensuais. A ideia é, com apenas trajes diferenciados, apimentar a relação.

    "A última dica é para focarem justamente na interação. O casal pode assistir filmes românticos juntos e evitar os pornográficos, que não ajudam. E também reforçar o diálogo durante essa quarentena, já que ele demonstra muito de como está o relacionamento", afirma o sexólogo.

    Para pessoas solteiras

    Se você não mora com uma parceria sexual, a situação pode parecer mais complicada. Para que pessoas não furem a quarentena, alguns países têm indicado até masturbação pelo bem coletivo. No Brasil, o Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos sugeriu trabalhos on-line para profissionais do sexo. 

    Nesse contexto de distância social, o psicólogo Sebastião Nascimento separou algumas boas dicas para amenizar a abstinência do contato sexual físico. Por exemplo, você já ouviu falar de 'sexting', 'websexo' ou 'sexo virtual'? Talvez por este último nome você já tenha reconhecido o que é. 

    "Agora, nessa quarentena, tem se tornado cada vez mais comum profissionais do sexo, tanto homens quanto mulheres, aderirem ao serviços on-line. Você contrata por um website e a pessoa faz o que você pedir em frente a uma câmara, tudo sem contato físico, claro", afirma Sebastião. 

    Ele lembra que esses tipos de relações sexuais são mais seguros durante a quarentena, já que qualquer contato social próximo pode ajudar a espalhar a nova Covid-19. No entanto, o sexólogo pede para se ter cuidado, já que, segundo ele, a prática contínua do sexo virtual pode indicar algum transtorno parafílico.

    Para a prática do Sexting, você pode conferir neste link oito aplicativos para fazer sexo virtual. As plataformas levam em conta a privacidade e a segurança dos dados e podem dar uma ajudinha durante seu tempo na quarentena. Além disso, boa parte dos sites pornográficos está oferecendo um mês gratuito em sua versão prêmio. Você pode conferir se o seu preferido é um deles. 

    E já que praticamente a única opção que resta para os solteiros é justamente o websexo, não deixe de conferir uma matéria do EM TEMPO com os principais cuidados que você deve ter ao trocar nudes com outra pessoa. Uma simples brincadeira pode virar caso de polícia e você precisa estar atento com as melhores informações.