Relacionamento abusivo


Jovem conta experiência em relacionamento abusivo e alerta mulheres

Mostrando o antes e depois de um relacionamento abusivo, a manauara incentiva mulheres a encontrar forças para seguir em frente

Relacionamento abusivo durou quase 6 anos
Relacionamento abusivo durou quase 6 anos | Foto: Reprodução/Facebook

Manaus – Terceiro estado com maior proporção de casos de feminicídio a cada 100 mil mulheres, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Amazonas registrou 68,3 mil crimes contra mulheres em 2019. Situações de violência doméstica, abusos físicos e psicológicos são notícias recorrentes e preocupantes no país. Esta semana, uma jovem manauara publicou, em seu perfil no Facebook, relatos durante e após sair de um relacionamento abusivo. 

O medo de denunciar agressores é um dos principais motivos que impede a baixa nos números de feminicídio. Adria Marques, no entanto, tornou público um relacionamento abusivo para incentivar outras mulheres a denunciarem casos semelhantes. 

Como exemplo de superação, a jovem contou, por meio das redes sociais, sobre os abusos que sofreu. No desabafo, a mulher fala que a relação durou 5 anos e 11 meses e, durante esse período, relembra que perdeu peso e perdeu a autoestima. ‘’Eu não me valorizava, e ele me destruía todos os dias. Emagreci demais por sustentar um relacionamento abusivo, em que só havia brigas e humilhações’’, conta a jovem.

Adria revive os motivos que a faziam continuar no relacionamento e a impediam de finalizar o abuso. ''Eu não pensava em mim, tinha medo de não conseguir viver ou encontrar alguém melhor, medo de ninguém me querer. Nos primeiros dias, eu achei que iria morrer por esta longe dele. Eu me culpava e colocava o erro em mim. Só quem vive em um relacionamento abusivo sabe o quanto é difícil sair dele, pois você se sente dependente da pessoa'', lamenta.

A manauara ressalta que, ao encontrar forças para encerrar o relacionamento, o resultado valeu o esforço. Ela aproveita a ocasião para incentivar outras mulheres a não aceitarem abusos.

''Aprendi a ter amor próprio, aprendi a me amar! Nunca aceite menos do que você merece, todas nós merecemos ser felizes. Vocês conseguem superar sim, se ame, se cuide, porque não existe coisa mais incrível do que o amor próprio'', aconselha a jovem.

Confira o relato na íntegra:

Onde procurar ajuda?

Em Manaus, as orientações são oferecidas nas unidades de atendimento para mulheres em situação de violência. Denúncias de violência doméstica também podem ser realizadas pelo disque 190 e pelos números 180 e 181.

O Serviço de Apoio Emergencial à Mulher (Sapem) está localizado na avenida Mário Ypiranga, atrás da Delegacia da Mulher, no bairro Parque Dez de Novembro, na Zona Centro-Sul. O Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream) fica localizado na avenida Presidente Kennedy, bairro Educandos, Zona Sul, e o Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado (Nudem/DPE-AM), na rua Presidente Kennedy, nº 399, bairro Colônia Oliveira Machado, também na Zona Sul.

Além disso, as vítimas podem realizar denúncias em qualquer Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), na avenida Mario Ypiranga, no bairro Parque Dez, e na Delegacia na Mulher anexo ao 13º DIP, na Zona Norte.

Já no interior, as mulheres podem procurar os polos da Defensoria Pública do Estado:

Polo do Médio Amazonas, no Shopping Ita Mall – avenida Parque, 762, Centro, Itacoatiara;

Polo do Baixo Amazonas, na avenida Paraíba, 3771, bairro Itaúna 1, Parintins;

Polo do Madeira, na rua Circular Municipal, 933, Novo Centenário, Humaitá;

Polo do Médio Solimões, na rua Monteiro de Souza, número 632, Centro, Tefé.