Fonte: OpenWeather

    Saúde feminina


    Pandemia afetou saúde de mulheres que possuem entre 50 e 70 anos

    Segundo pesquisa de universidade, foi observada perda de força muscular e condicionamento aeróbio, além do aumento de colesterol e hemoglobina glicada das voluntárias

     

    Em média, houve 40% na taxa de insulina das mulheres que participaram do estudo
    Em média, houve 40% na taxa de insulina das mulheres que participaram do estudo | Foto: Reprodução

    MANAUS (AM) - Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) evidenciou de forma clara como as medidas de isolamento social implementadas para frear a pandemia da covid-19 impactaram na saúde de mulheres que possuem entre 50 e 70 anos. O estudou observou uma queda no nível de atividade física durante apontaram perda de força muscular e condicionamento aeróbio, além do aumento de colesterol e hemoglobina glicada das voluntárias.

    A pesquisa foi idealizada ainda antes da pandemia e tinha como objetivo original avaliar o efeito de diferentes programas de treinamento físico em grupos de voluntários com perfil variado. A primeira leva de exames foi feita com as voluntárias em fevereiro do ano passado, mês em que o primeiro caso de covid-19 foi oficialmente confirmado no país.

    Depois das medidas de isolamento social, os pesquisadores resolveram adaptar o projeto e avaliar as mudanças provocadas no corpo de ambas as participantes. Após 16 semanas, não foram encontradas alterações no percentual de gordura corporal e circunferência abdominal.

    Entretanto, em média, observou-se um aumento de quase 40%% na taxa de insulina, 9,7% na de hemoglobina glicada e 1,3% na de glicemia (valor considerado não significativo). O nível de colesterol total aumentou 8% e houve queda significativa (10%) na porcentagem de plaquetas no sangue – fenômeno cujas causas e implicações ainda estão sendo investigadas.

    Outro dado importante é que o teste de preensão manual indicou uma redução de 5,6% da força muscular. Já o teste de caminhada indicou perda de 4,4% da capacidade aeróbia.

    "

    Alguns desses parâmetros, como força muscular e capacidade aeróbia, já estavam aquém do ideal para a idade em razão do estilo de vida das voluntárias. O estudo mostra que, no contexto da pandemia, algo que já estava ruim ficou ainda pior. Aumentou o risco de desenvolver doenças crônicas e, para aquelas que já tinham problemas cardiovasculares ou metabólicos, houve um agravamento do quadro, "

    comenta João Ribeiro de Lima, um dos coordenadores da pesquisa.

     

    Benefícios das atividades físicas

    Segundo o professor de educação física Lucca de Sousa, as atividades que exercitam o corpo são importantes em vários aspectos, especialmente para os idosos. 

    “Um dos progressos mais perceptíveis a curto prazo está na melhora da capacidade de mobilidade para realizar as atividades do dia a dia. Além disso, se exercitar periodicamente proporciona o controle e prevenção de diversas doenças e o bem-estar físico e mental”, explica.

      A caminhada é uma boa sugestão, mas o especialista ressalta que a atividade mais indicada é a que melhor agrada à pessoa, pois facilita a permanência, sem que se torne uma obrigação desagradável.  

    Para os mais velhos, o especialista ressalta que existem treinos que atendem de forma segura a terceira idade. “A indicação deve ser feita individualmente, de acordo com o gosto, histórico e necessidade de cada pessoa. A individualização e adaptação dos treinos, melhora a adesão ao processo proposto e proporciona resultados significativos de curto e médio prazo”, afirma Lucca.

    O professor adverte que antes da prática de atividade física, é indispensável se consultar com um médico. 

    Leia mais

    Treinamento físico ajuda a aliviar sintomas da esclerose múltipla

    Experiências ruins, pesadelos podem ser positivos à saúde emocional

    Escutar e acolher pode transformar a vida de quem tem depressão



    <<<<<<< HEAD ======= >>>>>>> e5a666b371d90e4920345db9572e28a6ed1fabe8