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    HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO


    Amazonense transforma bullying em trajetória de sucesso no futebol

    Jardel é um grande exemplo de jovem que sai do interior do Estado para seguir carreira profissional no futebol

    Jardel está há uma semana no time do Atlético Rio Negro Clube | Foto: Márcio Melo/ Em Tempo
    Jardel está há uma semana no time do  Atlético Rio Negro Clube
    Jardel está há uma semana no time do Atlético Rio Negro Clube | Foto: Márcio Melo/ Em Tempo


    Manaus - No Brasil há várias histórias de superação, pessoas que lutaram e não desistem dos seus sonhos. O amazonense  Jardel Pinheiro Rodrigues, de 23 anos, sofria bullying na escola por não jogar bem. Após ser excluído de uma "pelada" pelos colegas, o jovem de São Sebastião do Uatumã (município localizado a 247 quilômetros de Manaus) resolveu se especializar e se tornar um jogador profissional.

    O esforço do jogador deu resultado. No início deste mês, Jardel foi anunciado pelo Atlético Rio Negro Clube como um dos integrantes do time. De acordo com ele, a chegada ao "Galo da Praça da Saudade", representa uma vitória do desejo que ele viu nascer quando tinha 10 anos de idade.

    “Eu estava jogando no interclasse e um garoto bagunçou comigo por não jogar bem. Eu fiquei muito triste, então comecei a treinar. Estar no Rio Negro hoje é uma vitória de uma trajetória despertada no meu coração naquela época, o sonho de me tornar um jogador profissional. ”, disse.

    Jardel é exemplo de jovem que sai do interior para seguir carreira profissional no futebol
    Jardel é exemplo de jovem que sai do interior para seguir carreira profissional no futebol | Foto: Márcio Melo/ Em Tempo


    Jardel conta que, a partir do momento que ele foi humilhado pelo colega, ele montou a própria academia. Inicialmente, o espaço contava com equipamentos improvisados.

    “Eu peguei uma tora de pau e comecei a utilizar como peso. Em seguida, coloquei uma cadeira velha lá e comecei a treinar o físico".

    Aos 12 anos de idade, Jardel participou de um campeonato sub-12. Percebendo que o treino estava trazendo bons resultados para ele, o amazonense decidiu investir mais para ter um futebol com qualidade. 

    Já aos 17 anos ele foi chamado para defender o time de São Sebastião do Uatumã e times de municípios vizinhos. Vendo que ele tinha potencial, Jardel resolveu arriscar mais. O time do Holanda Esporte Clube, no município Rio Preto da Eva, o chamou para um teste e o jogador ficou 30 dias treinando no clube, mas por não passar no teste, retornou para a cidade natal.

    Apesar de não ter tido um resultado positivo no "Laranja", o jovem continuou treinando e, aos 22 anos, participou da Copa dos Rios no baixo Amazonas. O resultado daquele torneio, Jardel disse que está gravado na memória.

    "Foi um excelente campeonato e esperava que tivessem 'olheiros' dos grandes clubes para ver os bons jogadores que o nosso Estado produz, principalmente, em municípios que ficam longe da capital. Muitos deles nem são reconhecidos e acabam desistindo do futebol".

    Naquela ocasião, ninguém tinha a função de observar as revelações da modalidade esportiva naquele campeonato. Porém, o sonho de Jardel em ser reconhecido, chegou. Ele recebeu uma ligação que mudou a sua trajetória no futebol. Do outro lado da linha estava um observador de um time de Roraima, que viu as habilidades de Jardel durante partida no Estádio Ismael Benigno – Estádio da Colina. 

    "Naquele dia eu acho que dei o melhor ao time. Quando acabou o jogo, um olheiro pediu o meu contato e disse que me chamaria para atender um grande time. Dias depois, eu fui chamado para o Atlético de Roraima".

    Após um tempo jogando no estado vizinho, o Penarol Atlético Clube, da cidade de Itacoatiara, o chamou para fazer parte do clube. A partir de agora, Jardel vai mostrar tudo o que aprendeu durante os anos de dedicação e treinamentos. Segundo ele, será uma volta por cima ao preconceito.

    “Eu estou muito feliz no clube. Estou há uma semana no time e já estou treinando. Eu só tenho a agradecer a Deus por ter chegado onde eu sempre sonhei. Se eu tivesse desistido quando disseram que eu não sabia jogar, eu não estaria no Rio Negro agora. Jamais podemos desistir dos nossos sonhos, por mais que as coisas venham a ser difíceis. A vitória é certa e meu objetivo no time é fazer uma boa campanha. Se Deus quiser seremos campeões”, finalizou. 

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