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    Contratação


    Após críticas, clube desiste da contratação do goleiro Bruno

    Ex-jogador do Flamengo cumpre pena em regime semiaberto

    Fluminense da Feira desiste da contratação do goleiro Bruno | Foto: Divulgação

    O Fluminense de Feira, clube de Feira de Santana, desistiu nesta terça-feira (7), da contratação do goleiro Bruno, que cumpre pena em regime semiaberto pelo assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, em 2010. De acordo com o presidente do clube, a repercussão negativa da possibilidade de acertar com o atleta fez ele desistir da negociação.

    Durante entrevista coletiva dada nesta terça-feira (7), Ewerton Carneiro, presidente do time baiano, contou que recebeu diversas críticas nas redes sociais pela negociação. "Esses dias foram de muita confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira, para o povo de Feira, para a minha família. A gente viu pessoas entrando na rede social, uns favoráveis, outros contra, inclusive falei ontem (segunda) com Bruno, conversei com ele. E eu ouvi ontem também a imprensa de Feira, as pessoas nas ruas, procurei me basear também juridicamente do que poderia trazer negativamente ou positivamente para o Fluminense", explicou.

    "No dia de hoje (terça-feira), depois da matéria que foi rodada ontem (segunda), repercutiu muito, muito, muito, muito, muito na Bahia, qual é a nossa conclusão quanto a Bruno? Nossa conclusão é que eu entendo que estamos em uma administração nova e não queremos polemizar. Muito pelo contrário. Nós queremos resgatar aquelas pessoas que iam para o estádio para que voltem ao estádio. Essa é a nossa preocupação, de trazer os torcedores de volta para o clube", completou.

    Carneiro explicou que antes do anúncio da desistência, entrou em contato com o empresário do goleiro para explicar os seus motivos. "Eu disse para ele: Ainda que o jurídico me deu um parecer que ele vai chegar com oito a 10 dias, eu quero dizer que o Fluminense está desistindo da contratação do mesmo devido à manifestação popular. Foi um apelo da torcida, foi um apelo do povo, então só quem não ouve o povo é porque é maluco", contou o dirigente, que também é conhecido como Pastor Tom.

    Algo que aumentou a pressão sobre o Fluminense de Feira foi um comentário feito na segunda-feira (¨6), pela repórter Jéssica Senra, apresentadora de um telejornal na Bahia. Dentre outras coisas, ela criticou que Bruno volte a atuar profissionalmente.

    Pastor, o presidente do Fluminense admitiu que viveu um dilema religioso com a possível contratação do jogador. "Olha que eu não estou aqui para julgar. A Bíblia é muito clara. Deus, numa parábola, ele fala: quem não tenha pecado que lance a primeira pedra. E todos que estavam ali saíram e se mandaram. Eu, como um pastor evangélico, tenho que lutar para ressocializar as pessoas, para que aquela pessoa venha a ser transformada. Como homem de Deus eu vou continuar fazendo isso, mas o apelo da torcida e da sociedade foi mais importante", disse.