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    Futebol Amazonense


    Sem cobrança para uso de estádios, times economizaram até R$ 700 mil

    Foram mais de 200 jogos realizados pela Federação Amazonense de Futebol (FAF) com a isenção da cobrança por parte do Governo do Amazonas

    Com essa economia, os times puderam investir em contratações | Foto: Mauro Neto

    Manaus - O ano de 2019 foi histórico para o futebol profissional do Estado, com a volta de um time local à Série C do Campeonato Brasileiro e o retorno do torcedor aos estádios. E o Governo do Amazonas teve papel essencial nessas conquistas, ao isentar os times locais de aluguel pelo uso da Arena da Amazônia e dos estádios Ismael Benigno e Carlos Zamith. Foram mais de 200 jogos realizados pela Federação Amazonense de Futebol (FAF) com a isenção da cobrança por parte da Secretaria de Estado de Educação e Desporto, gerando uma economia de mais de R$ 700 mil para as equipes locais.

    A isenção no aluguel desses espaços inclui, ainda, o não pagamento de quadro móvel, que inclui limpeza, manutenção e segurança dos locais nos dias de jogos. Com essa economia, os times puderam investir em contratações, estrutura e equipamentos, chegando a resultados como o alcançado pelo Manaus Futebol Clube, que levou mais e 44 mil torcedores à Arena da Amazônia na final da Série D do Campeonato Brasileiro, batendo o recorde de público do estádio. 

    O Manaus, que ficou com o vice-campeonato da Série D, além de utilizar os estádios para jogos sem o custo de aluguéis, também pôde usar a estrutura dos espaços para treinamentos, tudo sem qualquer cobrança por parte do poder público.  Para o presidente do clube, Luiz Mitoso, o trabalho de incentivo do Governo do Amazonas foi fundamental nos resultados alcançados pela equipe, além de ser essencial para outros times locais.

    O diretor-presidente da Fundação de Alto Rendimento do Amazonas (Faar), ligada à Secretaria de Estado de Educação e Desporto, Caio André de Oliveira, destacou que, desde o início da nova gestão, o incentivo ao futebol local sempre foi uma prioridade para o governador Wilson Lima. Ele também ressaltou o ano singular que a categoria viveu.

    Categorias de base

    Preocupado não apenas com o presente, mas com o futuro do futebol local, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto, em convênio com o Instituto Rio Negro, também realizou em 2019 o Projeto Base Forte, que atuou no subsídio das despesas de partidas das categorias de base do futebol amazonense, além de fornecer aos times equipamentos e bolas para o treino.

    A ideia do projeto foi de atender equipes de futebol de base devidamente registradas na FAF. Campeonatos de categorias como Sub-9, Sub-11, Sub-15, Sub-17 e Sub-21 foram realizados com o apoio do projeto, que contaram no ano passado com participação de clubes inclusive do interior do Estado. 

    Segundo o diretor executivo de Futebol de Base da FAF e coordenador do projeto, Tiago Durante, ideias como a do Base Forte são fundamentais para o crescimento e fortalecimento do esporte local. “A base é alicerce para qualquer clube. Para que ele tenha sucesso e uma boa continuidade do seu futebol profissional, é preciso que ela seja sólida e forte. Então investimentos nesse segmento são necessários”.

    Tiago ressalta ainda que, além de render atletas para o futebol profissional dos clubes, as categorias de base podem se tornar um ativo financeiro para a equipe, com a venda de atletas.

    *Com informações da assessoria