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    Sul-Americana


    Flamengo sem Gabigol no primeiro jogo da Recopa Sul-Americana

    Opção por Pedro deixaria o ataque menos móvel em relação ao trio titular, mas pode aumentar eficiência

    Pedro tem números eficientes para entrar na vaga de Gabigol | Foto: Divulgação

    Nas vezes que se viu sem Gabigol em 2019, Jorge Jesus escalou o Flamengo na maioria dos jogos apostando no poderio ofensivo de Bruno Henrique, vice-artilheiro da equipe na temporada. Este ano, há mais opções para suprir o desfalque do camisa nove na primeira partida da final da Recopa Sul-Americana, nesta quarta-feira, na altitude de Quito.

    O caminho óbvio para manter o faro de gol em dia é optar por Pedro, centroavante contratado para ser uma espécie de sombra de Gabigol. A questão é que o titular não se diferencia apenas pelas bolas na rede, mas também pelas assistências e movimentação.

    Substituir Gabigol é tarefa para o jogador capaz de dar arrancadas, fazer tabelas, trombar com os zagueiros e aparecer em todos os lados do campo. Para dar conta do recado, Pedro precisaria reeditar os grandes momentos com a camisa do Fluminense, quando tinha o dom de marcar os gols e servir aos companheiros saindo da área.

    Caso Jorge Jesus busque uma opção de maior velocidade, com Bruno Henrique como homem de referência, Michael pode ser eleito. Ele é o reforço mais utilizado em termos de minutos deste Flamengo versão 2020. Foram 86 minutos em quatro jogos. Mas se olhar para dentro do elenco que já tinha, o Mister também poderia recorrer a Vitinho, que tem características semelhantes a de Gabigol. No entanto, ainda não entrou em campo.

    Nenhuma das alternativas, porém, casaria tão bem como Gabigol ao lado de Bruno Henrique e Arrascaeta. O trio foi responsável por 96 gols em 2019. O uruguaio tem sido testado este ano em uma posição mais centralizada, justamente para permitir que Gabriel flutue pelas laterais e abra espaços. Os movimentos coordenados confundem a defesa.

    Sem Gabigol, Pedro tem menos hábito de ocupar o lado do campo, o que tornaria o ataque rubro-negro menos móvel. Por outro lado, a precisão nas finalizações faria com que o centroavante desse melhor aproveitamento na conclusão das jogadas.

    Em menos minutos em campo, Pedro já fez proporcionalmente mais gols do que Gabigol. Foram dois em 36 minutos, ao longo de três jogos. Ou seja, um a cada 18 minutos. Gabigol tem quatro gols em quatro jogos, e atuou os 90 minutos em todos eles. Média de 1 a cada 90 minutos, portanto. Até agora, Pedro é cinco vezes mais eficiente.