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    Drama


    Nadador amazonense relata drama por não conseguir voltar ao Brasil

    Em meio à pandemia do coronavírus, o atleta de 20 anos, que viajou ao Equador a treino, conta a real situação da equipe brasileira que sonha com a medalha olímpica

    Equipe viajou ao Equador para um torneio classificatório
    Equipe viajou ao Equador para um torneio classificatório | Foto: divulgação

    Manaus - Em meio à pandemia do novo coronavírus, diversas pessoas têm relatado dificuldades em retornar ao país de origem. Este é o caso do jovem atleta amazonense Victor Manoel Viana dos Santos, de 20 anos, que viajou ao Equador para se preparar, junto com outros nove integrantes da equipe, em um torneio classificatório para os Jogos Paralímpicos de Tokyo 2020.

    Em seu perfil do Instagram, Victor relatou, com auxílio de um vídeo, a situação das dez pessoas que aguardam retorno ao Brasil. Em São Paulo desde 2018 se preparando para as Olimpíadas, o amazonense conta que a equipe recebeu apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, mas ressaltou que as despesas serão pagas pela entidade apenas até esta quarta-feira (25).

    "Eu e minha equipe viemos para o Equador treinar em altitude para se preparar para as seletivas dos Jogos Paralímpicos. Chegamos dia 3 de março e deveríamos ter voltado no dia 21. No entanto, ficamos sabendo na terça-feira que o Peru, onde faríamos conexão, estava com as fronteiras fechadas com muitos brasileiros já querendo sair. Então, estamos no Equador sem poder sair", conta.

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    Em um primeiro momento, o grupo se concentrou em achar alternativas para sair do país, seja pelo Panamá, Venezuela ou Bolívia. Victor relata que o técnico contatou o Consulado, que instruiu à equipe que se deslocasse de Cuenca para Quito, em viagem de aproximadamente oitos horas, de van. 

    "O Equador trabalha com dólar e todos sabem como anda a situação da moeda. Então, o custo para nos manter aqui é muito alto. Estamos tentando ajudas, mas sabemos que isso [dinheiro] uma hora vai acabar. Estamos com dois dias garantidos no hotel Plaza Del Teatro, não sabemos como vai ficar daqui para frente. Melhor do que apoio financeiro é a autorização para sair do Equador", destaca o nadador.

    Antes de chegar à altitude equatoriana, a equipe já havia garantido a passagem de volta, que estava prevista para o último sábado (21), já que disputariam o torneio Open Internacional nos dias 24 a 28 de março. O torneio foi cancelado em decorrência da crise mundial, mas inicialmente classificaria os nadadores para as Paralimpíadas.

    Equipe teme ficar por mais tempo na região e o dinheiro não dê para sobrevivência de todos
    Equipe teme ficar por mais tempo na região e o dinheiro não dê para sobrevivência de todos | Foto: divulgação

    Agora, o grupo de nadadores tenta chegar às autoridades brasileiras para que, de alguma forma, obtenham uma autorização para sair do país, ou até mesmo um avião que os transporte de voltar ao solo brasileiro. Mesmo com a dificuldade, o nadador amazonense se diz motivado para superar esse desafio e voltar a sonhar com uma medalha olímpica.

    "Nossa rotina está sendo manter a cabeça no lugar, pois nem férias tivemos só para treinar e a competição foi cancelada.  A gente está tentando fazer exercícios aqui no hotel, inclusive Ioga. Viemos em busca de um sonho, não a lazer e nem a passeio, mas a trabalho. Desde o ano passado treinamos intensivamente, sem férias, com o sonho de representar o Brasil, algo que eu busco desde quando comecei a nadar, em 2011. Queremos ajuda para voltar para nossas famílias, para o conforto do nosso lar", revela Victor.

    Informações para depósito: Associação Paraolímpica de Indaiatuba. Conta Corrente Banco do Brasil - Agência:929-6 e Conta: 46428-7. Mais informações podem ser obtidas pelo contato: (92) 99214-3159 Victor Viana.