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    Retorno ao Brasil


    Após 36h de apelo, amazonense pede urgência para retorno ao Brasil

    Em meio à pandemia do coronavírus, o amazonense e atleta paralímpico, que viajou ao Equador a treino, pede urgência para retorno ao país de origem

    Em seu perfil do Instagram, Victor relatou, com auxílio de um vídeo, a situação das dez pessoas que aguardam retorno ao Brasil
    Em seu perfil do Instagram, Victor relatou, com auxílio de um vídeo, a situação das dez pessoas que aguardam retorno ao Brasil | Foto: Reprodução

    Manaus - Em meio à pandemia do novo coronavírus, várias pessoas têm relatado dificuldades em retornar ao país de origem. Este é o caso do jovem atleta amazonense Victor Manoel Viana dos Santos, de 20 anos, que relatamos, na última segunda-feira (23). Após 36 horas, ele e o grupo continuam à espera, nesta quinta-feira (26), o envio de um avião para voltar ao Brasil.

    Em seu perfil do Instagram, Victor relatou, com auxílio de um vídeo, a situação das dez pessoas que aguardam retorno ao Brasil. Em São Paulo desde 2018 se preparando para as Paralimpíadas, o amazonense conta que a equipe recebeu apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro, mas ressaltou que as despesas seriam pagas pela entidade apenas até ontem (25).

    A equipe de 10 pessoas viajou ao Equador no dia 3 de março, com volta prevista pra o dia 21
    A equipe de 10 pessoas viajou ao Equador no dia 3 de março, com volta prevista pra o dia 21 | Foto: Reprodução

    Após contato da redação Em Tempo com o atleta, ele comentou, hoje, que o apoio do comitê continua os mantendo no Equador. Como resultado do material publicado, Victor afirma que a equipe foi contatada pela embaixada, enviou os documentos necessários e agora espera a disponibilidade de um avão para retornar ao solo brasileiro.

    "O presidente liberou um avião para nos buscar, mas estamos esperando o Itamaraty e o Ministério da Defesa realizarem o envio. Estamos tendo contato direto com a Embaixada e com o Consulado. A parte burocrática já foi resolvida, pois enviamos a documentação, assinamos o necessário e agora esperamos um posicionamento", conta ele.

    Equipe teme ficar por mais tempo na região e o dinheiro não dê para sobrevivência de todos
    Equipe teme ficar por mais tempo na região e o dinheiro não dê para sobrevivência de todos | Foto: Reprodução

    Fora do Brasil desde o dia 3 de março, a volta de Victor e do grupo estava prevista para o dia 21. No entanto, os países começaram a fechar as fronteiras para frear o avanço do coronavírus e os competidores foram impedidos de sair do Equador.

    "O CPB e a Prefeitura de Indaiatuba ainda estão nos mantendo aqui, mas acredito que não estamos sendo vistos, fomos deixados de escanteio. Um grupo menor de brasileiros já foi repatriado e nós, que temos atletas com deficiência, que precisam voltar o quanto antes, nada. Alguns nadadores não estão lidando bem com o isolamento, está difícil para todos", afirma.