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    Jiu-jitsu


    Lutador Braga Neto diz que 'ainda tem muita lenha para queimar' no UFC

    O amazonense teve a estreia no MMA em 2006 e seguiu invicto nas cinco primeiro lutas, porém uma derrota o impediu de chegar à final

    | Foto: Reprodução/Internet

    Manaus – Faixa Preta e campeão mundial de jiu-jitsu, o lutador amazonense Braga Neto assinou o primeiro contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC) em 2013 e, atualmente, afirma que pretende renovar seu contrato. Neto também relembra outros momentos importantes da carreia e revela como tem sido a rotina nos últimos anos para alcançar novas vitórias.

    Em 2006, ele fez a estreia profissional no MMA no Brasil e seguiu invicto nas cinco primeiras lutas da carreira, com apenas uma derrota que o impediu de chegar à decisão. O primeiro título mundial do campeão foi conquistado em 2008 e o consagrou no jiu-jitsu como o único capaz de vencer, em anos consecutivos, peso e absoluto nas faixas, azul, roxa e marrom.

    Anos depois, em 2013, Neto assinou um contrato de três lutas com o UFC e, logo em sua estreia, contra o norte-americano Anthony Smith, finalizou o rival com uma "chave de joelho". A luta ocorreu na abertura do card do TUF Brasil 2 – Finale e o amazonense surpreendeu ao se apresentar melhor na luta em pé. Rapidamente, ele controlou Smith no chão e aplicou a finalização, consagrando sua 9ª vitória na carreira profissional, sendo a 7ª por finalização.

    Braga Neto e seu rival  norte-americano Anthony Smith
    Braga Neto e seu rival norte-americano Anthony Smith | Foto: Reprodução/Internet

    Neto acredita que sua estreia no UFC é o que o faz permanecer na organização de MMA. “Em 2013, quando assinei com o UFC, estava voltando da minha primeira lesão séria e havia ganho três seletivas para o mundial profissional em Abu Dhabi. Relembrando esses momentos, sinto uma sensação indescritível de alegria, contudo, ainda não estou satisfeito”, afirma o lutador.

    Em 2015, o campeão mundial faria sua estreia nos meios médios no UFC contra Zak Cummings, contudo sofreu uma lesão que o tirou da luta e o fez ser substituído por Dominique Steele.

    “Após minha segunda luta no UFC, contra o norte-americano Clint Hester, resolvi descer de categoria. No último treino, antes de viajar para lutar, acabei machucando a virilha e – quando me recuperei – acabei sofrendo uma lesão no ombro, que me afastou das lutas por quase três anos”, lamenta.

    Apesar das lesões, Neto voltou a lutar em dezembro de 2018 e, ao perder por nocaute, decidiu que precisava voltar ao ritmo que tinha antes. Passou a competir em campeonatos de jiu-jitsu e, em 2019, ficou em terceiro lugar no Pan-Americano de Jiu-Jitsu da IBJJF, ganhando também a seletiva do ADCC South American Championship.

    Em 2018, Neto voltou a competir em campeonatos de jiu-jitsu
    Em 2018, Neto voltou a competir em campeonatos de jiu-jitsu | Foto: Divulgação

    “Atualmente eu fico entre Manaus, Las Vegas e Califórnia treinando, competindo e difundindo o jiu-jitsu por meio de seminários, workshops e palestras. Eu tinha uma luta no Card em janeiro desse ano [2020], mas o combate acabou caindo por conta da pandemia ocasionada pelo coronavírus. Espero que tudo logo volte ao normal”, revela Neto.

    Ele conta que a epidemia também impediu os treinos em grupo, mas que está treinando individualmente no isolamento em casa. Segundo Neto, os treinos o ajudam a manter a forma física e a saúde mental. A esposa e o filho também estão na quarentena.

    Daqui para frente, o lutador deixa claro que pretende renovar o contrato com o UFC. “Eu gosto de lutar. Na verdade, amo! Tenho uma luta com o UFC e muita lenha para queimar antes de vencer. Quero renovar meu contrato e assim dar alegria para a minha família, amigos e fãs”, finaliza. 

    "Quero renovar meu contrato e assim dar alegria para a minha família, amigos e fãs", afirma o campeão mundial
    "Quero renovar meu contrato e assim dar alegria para a minha família, amigos e fãs", afirma o campeão mundial | Foto: Reprodução/Internet