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    Corrida


    Ultramaratonista dá dicas para manter o ritmo em quarentena, no AM

    A ultramaratonista Maria Rita, de 53 anos, dá dicas para você, apaixonado por corrida, manter o ritmo durante a quarentena

    | Foto: Reprodução/ Acervo pessoal

    Manaus - Aos 53 anos, a ultramaratonista amazonense Maria Rita, corredora desde os 37 anos, que se prepara para fazer a travessia do Rio Negro ainda em 2020, dá dicas para os amantes da modalidade manterem o ritmo mesmo em isolamento social. Tudo sem aplicativos.

    Em mais de 17 anos como atleta, Maria Rita acumula grandes feitos. Começou com as maratonas do Rio de Janeiro e São Paulo, mas quando se deu conta estava correndo o Vale da Morte, 273 km na Índia e outros 260 em cima do Grand Canyon, pela corrida Grand Ultra Grand.

    De acordo com a utramaratonista, o principal é se conformar com o período em quarentena e prezar pela saúde. No entanto, ela frisa que com alguns equipamentos e muita disposição, é possível realizar treinos intensos e completos para não ficar parado durante esse período.

    "A minha sugestão número um é: PACIÊNCIA. É muito importante que loucos por corrida, igual a mim, mantenham a calma. Aceitem o que não podem mudar e se adaptem. Façam o melhor que puderem com o que têm em mãos.  Uma das minhas estratégias para não perder o pique, é pular corda todo dia. Faço de 100 a 500 saltitos e, na sequência, corro ao redor da minha casa, dando voltas pelo meu quintal", conta a corredora.

    Maria Rita estava treinando intensamente para realizar a travessia do rio Negro, com o Rio Negro Challenge, que aconteceria no dia 3 de maio. Devido ao novo coronavírus, o desafio foi suspenso, mas os sonhos de completar a prova amazonense e o Iron Man Brasil - maior prova de Triathlon da América Latina - continuam vivos.

    "Como sou adepta de boxe há muito tempo, na.minha garagem tem um saco onde faço os trabalhos de.luta, além do salto e pular corda. Incluo também uma corrida de 100m em velocidade na rua em frente à minha casa. Corro 10km sozinha, em círculos no quarteirão.  Eu não paro a atividade física porque ela me ajuda a aumentar a imunidade. Corro há 17 anos, todos os dias - é minha terapia. Sugiro que todos façam atividade em suas casas, caminhado, pulando, dançando e fazendo disso um período mais feliz", conclui a multi atleta.