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    Atlético Rio Negro Clube


    Rio Negro 'respira por aparelhos' com ajuda de colaboradores e sócios

    Sem movimentação financeira com a pandemia do coronavírus, o presidente do Rio Negro Clube conta como o clube "sobrevive" com a ajuda de colabores e 60 sócios ativos

    Sem eventos para movimentar os cofres, Rio Negro recorre a colaboradores para manter os funcionários e o clube
    Sem eventos para movimentar os cofres, Rio Negro recorre a colaboradores para manter os funcionários e o clube | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - O Atlético Rio Negro Clube já foi um dos clubes de maior relevância no futebol amazonense, mas acumulando dívidas, ao invés de títulos, o Barriga Preta acabou ocupando papel secundário e, inclusive, ficou sem time de futebol para disputar torneios em 2019. Atualmente, o clube recorre a apoiadores e sócios remanescentes, que já não são muitos, para sobreviver em meio à crise global instalada no esporte por conta do novo coronavírus (Covid-19). 

    Apesar de assumir o Barriga Preta em situação complicada, ainda em 2019, o presidente do clube, Jefferson Oliveira, conta que em 2020 chegou a apresentar um bom início de gestão e, inclusive, voltou a ter a tradicional festa de Carnaval, ausente no ano anterior. O mês de março até rendeu lucro aos cofres, mas a pandemia do novo coronavírus prejudicou tudo novamente e o clube voltou a estaca zero.

    "A gente vive da mensalidade de R$50 dos 60 sócios ativos, além da contribuição de torcedores que sempre ajudam o clube. Não temos uma receita alta, não dá para suprir todo o pagamento, mas vamos passando os recursos aos funcionários, que estão em casa. Quando isso passar, voltaremos com os eventos e rapidamente ajustamos o que estiver faltando", planeja Oliveira.

    Presidente Jefferson Oliveira, do Rio Negro, na sala de troféus do clube
    Presidente Jefferson Oliveira, do Rio Negro, na sala de troféus do clube | Foto: Lucas Silva/ Em Tempo

    O presidente do Galo também destaca que faz acompanhamento com os funcionários atrelados ao clube para que ninguém fique desamparado. Nas contribuições de torcedores também estão inclusas cestas básicas, que são repassadas aos 12 contratados. Apesar da situação complicada, Jefferson Oliveira afirma que o clube continua com as manutenções em dia.

    Questionado quanto à volta do time ao futebol regional em 2020, o mandatário afirma que não pode fazer muitos planos por conta da instabilidade instaurada do mundo com a pandemia, mas garante que o Rio Negro irá participar das competições assim que forem restabelecidas. No entanto, ele não acredita que seja em um futuro próximo.

    "Vamos esperar até poder reabrir o clube, devagarinho, e readequar à nossa realidade. Acredito que não tenha futebol amazonense em 2020, pouco provável. Ninguém pode afirmar nada, mas eu acredito que não tenham mais competições".

    Time tetracampeão Estadual com o Rio Negro Clube
    Time tetracampeão Estadual com o Rio Negro Clube | Foto: Divulgação

    O Rio Negro é detentor de 17 títulos do Campeonato Amazonense em 106 anos de existência, incluindo um tetracampeonato entre 1987 e 1990. O Galo foi o primeiro amazonense a ganhar um torneio à nível regional, em 1928, e também o primeiro a ganhar um torneio fora do Brasil - a Copa Guiana Inglesa, em 1963. É um dos três clubes do futebol regional que já participou da Série A do Campeonato Brasileiro (seis vezes), além das seis edições que jogou a Copa do Brasil.