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    Corrida


    Ederson Vilela define São Silvestre e índice olímpico como prioridades

    Após 2019 cheio de títulos, Ederon Vilela, fundista brasileiro, quer fazer história na São Silvestre e nas Olimpíadas de Tóquio 2021

    Com a marca de 18km completados em 56min19s., o brasileiro foi o mais rápido na Volta da Pampulha masculina do ano passado
    Com a marca de 18km completados em 56min19s., o brasileiro foi o mais rápido na Volta da Pampulha masculina do ano passado | Foto: Divulgação

    Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima na prova dos 10 mil metros (com o recorde pessoal de 28min27s47) e campeão dos 18 mil metros da Volta da Pampulha, com 56min19s, o corredor paulista Ederson Vilela define a São Silvestre e o índice olímpico como prioridades na sequência da carreira.

    Conquistas que embalam os sonhos do fundista, que não foram interrompidos nem mesmo pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Quero acabar com o jejum de dez anos do Brasil na São Silvestre e conseguir também o índice para os Jogos de Tóquio”, projetou o atleta, na última quarta-feira (13), em live promovida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Ajustes à parte, o foco olímpico segue total.

    “Vinha me preparando muito forte para o mundial de meia-maratona [competição prevista inicialmente para março de 2020 na Polônia e remarcada, até o momento, para o mês de outubro]. As primeiras notícias de cancelamento de provas vieram bem em cima do campeonato. Cheguei a ficar sem acreditar que tudo iria por água abaixo. Iria também para a maratona de Viena, em abril. Assim, com toda enxurrada de cancelamentos causada pelo coronavírus, conversei com meu técnico Cláudio Castilho e definimos que, inicialmente, vou focar a busca do índice nas provas de 10 mil metros”.

    Dependendo de possíveis alterações na situação do esporte mundial, o corredor e o técnico não descartam novas tentativas de índices nas maratonas. Lembrando que a World Athletics (órgão internacional da modalidade) determinou que nenhuma marca servirá como índice olímpico até 30 de novembro.

    “Claro que é um adiamento. Mas sei muito bem o que quero: ser lembrado como um dos grandes fundistas que o Brasil teve. Tenho a confiança de que já trilhei um caminho com erros e acertos e sei que posso chegar lá”.

    Em relação à Corrida de São Silvestre, que o Brasil não conquista desde 2010 com a vitória do Marílson Gomes, Vilela dá uma receita para o final do jejum: “Acho que é questão de encaixar melhor a prova dentro do calendário. Geralmente, no final do ano, estou passando por um treinamento de base visando à próxima temporada. Os africanos têm a vantagem por treinarem regularmente em locais com 2 mil, 2,5 mil metros de altitude. Já faço um trabalho em altitude na Colômbia, mas focando outras provas. É questão de priorizar a São Silvestre. Pode ser que aconteça este ano, já que ficamos parados praticamente toda temporada. De repente, pode rolar”.