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    VIDA NO ESPORTE


    Com 16 vitórias, lutador Marcos Marajó vem conquistando visibilidade

    Da terra onde saíram nomes como José Aldo e Ronaldo Jacaré,um novo lutador representando o Amazonas ganha destaque nacional

    | Foto: divulgação

    Manaus - Não é novidade que o Amazonas, nos últimos anos, têm sido um verdadeiro exportador de super atletas do mundo da luta. Alguns exemplos são José Aldo, no MMA, e Ronaldo Jacaré, nas artes marciais. Enquanto o primeiro nasceu em Manaus, o segundo foi adotado pela cidade. Mas, independente da origem, muitos lutadores dizem ter, na terra Baré, uma grande casa de ensino da luta. É o caso de Marcos Marajó, o atleta de 31 anos radicalizado amazonense.

    O guerreiro tem ganhado projeção nacional após participar de lutas no SFT, um grande evento brasileiro de MMA. Ele, inclusive, saiu vitorioso em sua participação na competição. Na ocasião, seu adversário foi o paulista Everton Daniel e a luta durou cinco minutos.

    De 16 lutas, 12 delas ele ganhou com finalização ou nocaute
    De 16 lutas, 12 delas ele ganhou com finalização ou nocaute | Foto: Divulgação

    Atleta do peso pena (até 66 kg), Marcos tem levantado cinturões por onde passa. Ao todo, ele já acumula 16 vitórias em competições - mais que o triplo de derrotas, que foram apenas cinco. Outras conquistas do atleta são as vitórias nos eventos "Mr. Cage" e "Rei da Selva", ambos realizados no Amazonas. Atualmente, o atleta pertence à academia e equipe Champions Factory.

    Outra conquista que lhe rendeu boa projeção foi a vitória no Amazon Open de Jiu-jitsu Esportivo, ocorrido ano passado. Na ocasião, ele fez três combates e conseguiu a vitória em todos. A modalidade dele era com quimono, a qual Marcos alcançou o pódio na categoria Master. 

    O guerreiro lembra que as oportunidades na luta são o que lhe dão a capacidade de ser visto. Para ele, o sucesso vem do treino constante e das participações em competições. Marcos diz que não importa ser faixa preta na hora de entrar em eventos. Ele considera todos importantes para o seu crescimento.

    O início 

    Natural de Oriximiná, cidade do Pará (PA), Marcos é filho de um servidor municipal e uma dona de casa. Ele conta ser o primeiro da família a entrar para o mundo da luta. Embora, seus seis irmãos não tenham uma ligação com as artes marciais como ele teve.

    O lutador começou a trajetória cedo. Com apenas 15 anos, conheceu o jiu-jitsu pela primeira vez. Foi após ser convidado por um amigo para assistir a um campeonato, que Marcos se apaixonou pela modalidade.

    "Quando terminei meu ensino médio, eu tinha 19 anos, e vim para Manaus para fazer faculdade. Nessa época, eu conheci o mestre Hélio na academia de jiu-jitsu e aí comecei a treinar aqui. Com o passar do tempo foi que migrei para o MMA", lembra o lutador.

    Das dificuldades, uma vitória

    Atualmente, durante a pandemia de coronavírus, Marcos tem tentado manter a rotina de treinos. Ele diz que sempre procura fazer algum tipo de exercício, "nem que seja uma barra ou corrida". E afirma que a academia, onde é lutador, ainda realiza treinamentos, mas com uma equipe bastante reduzida.

    Marcos participaria da 22ª edição do SFT, marcada para o dia 25 de abril, mas que foi adiada devido à pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, ele teria como adversário o lutador Bruno Viana, de Rondônia. A nova data do evento é 30 de maio, mas que também pode ser alterada, a depender da crise de Covid-19, que assola o Brasil e o mundo. 

    O lutador tem 1.77 de altura e 65 kg, categoria em que compete
    O lutador tem 1.77 de altura e 65 kg, categoria em que compete | Foto: Divulgação

    Marcos aponta algumas dificuldades em que vivem os atletas. Dentre elas, a já conhecida falta de apoio, principalmente financeiro.

    "A maior dificuldade de um atleta é poder se manter enquanto atleta. Porque quem é da luta e tem um trabalho alternativo tem muita dificuldade para conciliar as duas coisas. Eu, hoje, Graças a Deus consigo viver do esporte. Tenho a ajuda de algumas empresas, que são poucas, mas dá pra me manter. Sou muito grato a isso, porque infelizmente não é a realidade da maioria", comenta o lutador.

    O round atual

    Marcos diz que seu legado está apenas começando, mas que já é grato por todo o apoio que recebe. Ele lembra das competições que participou no Amazonas e reforça que tem o grande desejo de representar o Estado país afora.

    Marcos considera que sua trajetória está apenas começando
    Marcos considera que sua trajetória está apenas começando | Foto: Divulgação

    Ele diz que a disciplina foi uma das maiores qualidades adquiridas enquanto atleta. Para ele, essa virtude é essencial para viver bem, seja na prática de treinos ou até na melhora da alimentação.

    "Essa determinação eu busco diariamente, e eu acredito que é o que me faz ser um campeão na luta e em casa. Eu busco ter esse comprometimento também enquanto filho e esposo, e assim vou aprendendo a ser uma pessoa melhor", finaliza Marcos.