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    Jogos Olímpicos


    Velocista brasileiro receberá medalha olímpica 20 anos depois

    O velocista brasileiro Cláudio Roberto fez parte da equipe medalhista de prata nas Olimpíadas de Sydney, em 2000

    Às vésperas de Tóquio, brasileiro recebe medalha conquistada em Sidney
    Às vésperas de Tóquio, brasileiro recebe medalha conquistada em Sidney | Foto: Arquivo/ COB

    Nascido em Teresina, Piauí, o velocista Cláudio Roberto de Souza estava em Sydney, com 27 anos, e fazia parte da equipe brasileira que viria a fazer história no revezamento 4x100m naquela edição dos Jogos Olímpicos. Fora da final e consequentemente do pódio, ele esperou 20 anos para receber a medalha.

    Na final, dia 30 de setembro, Cláudio Roberto assistiu das arquibancadas do Estádio Olímpico ao quarteto formado pelos colegas Lenílson, Edson, André e seu substituto Claudinei Quirino finalizarem a prova em segundo lugar.

    Nas eliminatórias, o piauiense correu ao lado de Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos. A partir da semifinal, ele foi substituído por Claudinei Quirino, que manteve o alto nível do quarteto brasileiro até a decisão.

    Além dessa prata de 2000, são três bronzes, um em 1996 e dois em 2008
    Além dessa prata de 2000, são três bronzes, um em 1996 e dois em 2008 | Foto: Fernando Paradizo/ CBAT

    Segundo o próprio Comitê Olímpico Internacional (COI), Cláudio teria direito à medalha mesmo participando apenas das eliminatórias. A entrega só não ocorreu naquele dia porque o protocolo restringia a cerimônia aos quatro atletas da final. Só que, por vários motivos, a espera acabou sendo bem maior do que o atleta imaginava.

    Foram 20 anos aguardando. Mas, em breve, será a vez de o piauiense sentir o gosto de colocar a medalha no peito. Após pedido de reavaliação do caso por parte do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o COI confirmou nesse final de semana que a medalha será entregue ao brasileiro. A data e o local da cerimônia não estão definidos em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

    “Vamos reparar uma injustiça histórica. Sempre o consideramos medalhista olímpico, mas faltava o Cláudio receber a medalha que lhe é de direito. Sua participação naquele revezamento foi fundamental para o Brasil chegar à decisão e depois conquistar a medalha de prata”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley.

    O time verde e amarelo só ficou atrás dos americanos (37s61) e logo à frente de Cuba (38s04)
    O time verde e amarelo só ficou atrás dos americanos (37s61) e logo à frente de Cuba (38s04) | Foto: Wilson Filho/ Cidade Verde

    Cláudio, hoje com 46 anos, afirma que nunca desistiu de receber a medalha: “Tenho orgulho daquele time ter ganhado a medalha. Fiz parte daquilo tudo, corri com eles. São 20 anos à espera dessa carta de confirmação. Só tenho a agradecer”.