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    Jogos Olímpicos


    Velocista se diz pronto para 'correr em alto nível' nas olimpíadas

    Paulo André Camilo tem a segunda melhor marca do país nos 100 metros e se diz pronto para os Jogos Olímpicos

    O ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira de seu filho Paulo André Camilo de Oliveira, de 20 anos
    O ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira de seu filho Paulo André Camilo de Oliveira, de 20 anos | Foto: Abelardo Mendes Jr

    Aos 20 anos, o velocista Paulo André tem tudo para brilhar na Olimpíada de Tóquio (Japão) como expoente do atletismo brasileiro. Nascido em Santo André, no ABC paulista, e radicado em Vila Velha, no Espírito Santo, o atleta já é tricampeão do Troféu Brasil na prova dos 100 metros rasos (2017, 2018 e 2019), campeão mundial e pan-americano no revezamento 4x100 no ano passado. 

    Durante o Troféu Brasil 2019, o paulista fez a segunda melhor marca do Brasil na história dos 100 m, a prova mais rápida do atletismo. Paulo André cruzou a linha de chegada em Lima (Peru) com o tempo de 10s02, ficando a apenas dois centésimos de segundo da marca obtida pelo velocista Robson Caetano, único brasileiro campeão pan-americano (Havana,1991).

    Na noite da segunda-feira passada (18), o velocista Paulo André participou de uma live (transmissão ao vivo) na conta oficial da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), no Instagram. 

    O atleta já se garantiu na prova individual dos 100 m em Tóquio (Japão), e também no revezamento 4x100 m. Mas, apesar da vaga assegurada, somente às vésperas dos Jogos, serão divulgados os nomes dos atletas da equipe que competirá no Japão. Enquanto isso, Paulo André segue com foco total na estreia olímpica. Ele e o pai, o treinador Carlos Camilo, estão “confinados”, no Espírito Santo.

    "Estava com as malas prontas para ir para os Estados Unidos quando a pandemia [do novo coronavírus] chegou com tudo. Claro que fiquei chateado, mas não posso parar. Esse ano que falta para os Jogos passa muito rápido. Conversei com o meu pai e a minha equipe. Escolhemos Vila Velha. Estamos confinados aqui. Estou conseguindo treinar na pista. Só preciso adaptar academia", descreveu.      

    Recorde brasileiro

    "Não sinto pressão. É uma coisa que me motiva. Acho que a palavra mais correta é expectativa. Você precisa aprender a correr a prova dos 100 m. Ela é muito complexa. Sempre tem um ponto que você precisa acertar. Em 2019, corri várias vezes entre 10s e 10s10. Para mim e para a minha equipe, é uma realidade. Se eu quero fazer história individualmente, preciso pensar em 09s80, 09s70".

    No Troféu Brasil do ano passado, ele chegou a concluir a prova em 09s90, mas a marca não foi homologada porque o vento estava em 3,6 m/s, superando o limite máximo de 2 m/s. Já, no Campeonato Mundial, Paulo André fez o tempo de 10s14, ficou em quarto lugar na primeira série semifinal, e em 12º no geral, sem conseguir a vaga na final. A classificatória foi vencida pelo americano Christian Coleman, que acabou sendo o campeão mundial da prova, com o tempo de 09s76 (a sexta melhor marca de todos os tempos).