Manaus FC


Manaus FC adere ao preparo on-line para 'voar nos gramados'

Murilo Vasconcelos, preparador físico do Manaus FC, monitora a rotina dos atletas para que não haja moleza

Murilo atuava no Linense (SP), onde ficou de 2010 a 2019
Murilo atuava no Linense (SP), onde ficou de 2010 a 2019 | Foto: divulgação

Manaus - Atual tricampeão Estadual e único amazonense a figurar na terceira divisão do Campeonato Brasileiro recentemente,  o Manaus FC não interrompe as atividades mesmo à distância. Murilo Vasconcelos, preparador físico, revela que os treinos, passados semanalmente, seguem intensos para garantir um retorno "voando" aos gramados.

O Gavião do Norte está com as atividades suspensas presencialmente desde o dia 20 de março, seguindo a finalização do Campeonato Amazonense. Apesar da distância dos centros de treinamento e academias, a rotina de quarentena dos jogadores está longe de ser monótona.

"Os atletas vêm realizando um programa de treinamento que venho passando para eles, juntamente com vídeos explicativos, há seis semanas. Além disso, eles têm me dado um feedback muito bom, mandando vídeos, os tempos e a PSE - nível do esforço feito - durante os treinamentos", revela Murilo Vasconcelos.

Murilo em atuação pelo Linense
Murilo em atuação pelo Linense | Foto: divulgação

Natural de Alto Alegre (SP), Vasconcelos trabalhou com a equipe do Linense de 2010 ao fim de 2019, quando foi anunciado pelo clube esmeraldino. Aos 35 anos, conquistou os títulos da Série A2 e da Copa Paulista, além de acumular passagens por Grêmio, Athlético Paranaense, Botafogo e Cruzeiro no currículo.

"Nós da comissão do Manaus, estamos nos reinventando durante essa quarentena, em que fazemos algumas reuniões por vídeo conferência para acertar os detalhes da preparação para o retorno pós-pandemia. A gente sabe que os treinamentos não chegam nem perto, em intensidade e volume, daqueles no campo, mas os que passo durante a semana são bem intensos, mesmo realizados em casa", destaca o preparador físico.

Difícil rotina

Rossino, em partida defendendo o Manaus FC
Rossino, em partida defendendo o Manaus FC | Foto: Divulgação/Manaus FC

Um dos "xodós" da torcida, o meia atacante Rossini dos Santos, de 35 anos, afirma que, mesmo com o acompanhamento da comissão técnica, o que já seria difícil, devido à falta dos equipamentos adequados para a prática esportiva, torna-se um pouco mais quando é preciso conciliar a rotina de casa com a de jogador.

"A dificuldade existe porque antes estávamos com um trabalho no campo, na academia, sendo supervisionados, mas em casa, com afazeres domésticos, filhos e esposa é difícil. Estamos sendo bem monitorados, semanalmente recebemos a rotina dos nossos treinos e eu tenho uma academia para continuar a rotina, então espero voltar bem para ajudar a minha equipe em busca dos novos objetivos", revela Rossini.

Natural de Recife (PE), Gleibson Medeiros, de 32 anos, destaca a falta de um local apropriado como a principal dificuldade para manter os treinamentos durante a quarentena. O goleiro conta ainda que, apesar do isolamento, aproveita alguns momentos para realizar atividades físicas em um campo de futebol próximo ao local onde mora.

Goleiro esmeraldino Gleibson
Goleiro esmeraldino Gleibson | Foto: divulgação

"O que mais faço é um core [atividade de alta intensidade pra condicionamento físico], ou algo mais específico que possa me ajudar a não perder tanto. Não podemos sair, mas vez ou outra vou em um campo próximo de casa fazer uma parte aeróbica, para não ficar na mesmice. Está difícil passar por essa situação, mas tenho certeza que isso vai passar logo e vamos estar de volta para fazer o que a gente gosta", projeta, confiante, o arqueiro esmeraldino.

Murilo desembarcou no Gavião recentemente
Murilo desembarcou no Gavião recentemente | Foto: divulgação

Alerta

Maurício Vasconcelos alerta também que a movimentação durante o período de paralisação das atividades é essencial para garantir condições de jogo. "As principais recomendações, em termos de percentual de gordura, são para segurar a alimentação. Então se os atletas segurarem a boca, dá para trabalhar bem e não se apresentar fora do peso, com um nível de condicionamento físico aceitável para o retorno", explica.