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Das divisões de base a Ídolo do Nacional: Sérgio Duarte relembra tetra

O volante Sérgio Duarte revela detalhes do dia da conquista do tetracampeonato Estadual e conta a história com a camisa do Nacional FC

O jogador lembrou com saudosismo como o Barezão era disputado naquela época
O jogador lembrou com saudosismo como o Barezão era disputado naquela época | Foto: Divulgação/ Nacional FC

Manaus - O volante Sérgio dos Santos Duarte, 53 anos, chegou ao Nacional FC. Com apenas 10 anos de idade esteve na equipe que conquistou os quatro títulos do Campeonato Amazonense (1983-1986). Ele conta sobre a sua identificação com o Leão da Vila Municipal e ressalta a importância de cada título conquistado.

Jogador nascido em Manaus e revelado nas categorias de base do Leão, onde disputou todas as categorias até subir para o profissional, Sérgio dos Santos Duarte tem uma história de amor com a camisa azulina.

“Sem dúvida alguma me sentia orgulhoso em vestir a camisa azulina. Criei uma identidade com o clube, da minha caminhada da base até a glória máxima do futebol profissional. Acredito que cada título tem a sua devida importância, porém sem dúvida alguma os do profissional tinham um gosto especial, pois esses eu sentia que batalhei arduamente para alcançar a glória maior”, destacou.

Em1986, o Nacional FC fazia história, vinha para o seu terceiro tetracampeonato. O jovem Sérgio Duarte foi um dos principais personagens desta trajetória, com apenas 20 anos de idade. Sentiu na pele da cada gota de suor que caiu durante a batalha e o sorriso ao levantar o troféu de campeão. Ou melhor, tetracampeão. Ele conta sobre como foi a preparação para essa partida

“Treinávamos em dois períodos, em diversos lugares, como o Colégio Agrícola, Colina, Vivaldão e o Vivaldinho, além do campo ao lado da sede, para que pudéssemos estar aptos a todas as condições de campo possíveis. Sem dúvida alguma era um jogo que chamava a atenção de todos, onde você ia na cidade, tinha gente falando sobre ele, deixando a cidade louca até o dia do jogo”, conta.

Em uma partida bastante acirrada, a bola foi cruzada na área e o saudoso Raulino completou para o gol, dando assim o título estadual para o Leão da Vila. Um título que jamais será esquecido; a taça está exposta na sala de troféus do clube e marcada na história do Nacional Futebol Clube e de quem viveu cada segundo desta conquista.

Atleta de muita categoria com bola no pé e raça dentro de campo, Duarte também era batalhador fora das quatro linhas. Ele viu no esporte a oportunidade para ajudar seus pais além de ressaltar a importância do clube em sua formação.

"Não tem coisa melhor do que ser reconhecido por o que você faz, misturado com a humildade e o aprendizado que pude ter com todos no clube, me dava uma motivação indescritível, pude aprender muito mais do que simplesmente a jogar bola, mas também como um ser humano”, enfatizou.

O jogador lembrou com saudosismo como o Barezão era disputado naquela época, o cabeça de área do esquadrão azulino também conta sobre um clássico em especial, que segundo ele, mexia com a cidade.

“O estadual era bastante disputado, todas as equipes possuíam times de respeito, e eram partidas que davam gosto de assistir, os clássicos porém, tinham um gosto especial. O Rio-Nal era algo que mexia com a cidade de Manaus, tinha uma atmosfera envolvente, quando chegava no dia, era uma festa por si só, Vivaldo Lima completamente lotado, com as torcidas fazendo a festa durante os 90 minutos” disse.

*Com informações da assessoria.