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    Manaus FC liga 'luz de alerta' e presidente explica dificuldades

    O Gavião do Norte enfrenta dificuldades em meio à crise financeira causada pela interrupção dos torneios por conta do novo coronavírus

    O Gavião do Norte já havia realizado corte de 50% nos salários dos colaboradores
    O Gavião do Norte já havia realizado corte de 50% nos salários dos colaboradores | Foto: Divulgação/ Manaus FC

    Manaus - A “luz de alerta” foi ligada no Manaus FC. Com a paralisação das atividades do futebol, por conta da pandemia da Covid-19, o clube entra no mês de junho precisando encontrar alternativas para não fechar no “vermelho”.

    O Gavião do Norte já havia realizado corte de 50% nos salários dos colaboradores, medida que só conseguiu suportar as contas de abril e maio. A luta agora é para não entrar numa situação financeira crítica, uma vez que não há uma data prevista para o retorno do futebol.

    “Tivemos a redução e até a suspensão de vários patrocinadores, então vamos ter que rever todas as situações a partir deste mês. Vamos ter que fazer uma nova conversa com todos os nossos colaboradores, com todos os nossos patrocinadores para que a gente ache uma saída para que possamos continuar com o sonho de subir para a Série B”, afirma o presidente Luis Mitoso.

    O presidente do Manaus explica as dificuldades para conseguir fechar o caixa. “Já imaginamos que a paralisação vai avançar mais dois meses: junho e julho, e o provisionamento para assegurar este período nós não temos, porque não estava previsto, ninguém poderia contar que uma pandemia fosse acontecer”, revela.

    No planejamento para 2020, o clube contava principalmente com as receitas de bilheteria, agora, em uma nova divisão do futebol brasileiro, com muito mais visibilidade. No entanto, vale ressaltar que quando os jogos retornarem, ainda serão realizados com portões fechados.

    “O plano orçamentário que o Manaus tinha realizado lá no início do ano para as competições de 2020, contava com o recebimento de rendas dos estádios. Rendas de pelo menos nove jogos na Arena da Amazônia pelo Campeonato Brasileiro. Em nosso planejamento imaginávamos receber entre R$ 1 milhão, R$ 1,2 milhão em rendas e isso caiu por terra no orçamento do clube. E onde vamos buscar esse R$ 1,2 milhão?”, questiona o mandatário.

    De acordo com o presidente, os clubes integrantes da Série C participaram de uma reunião na última terça-feira (2), para tratar sobre as possibilidades de retorno das atividades.

    “Estamos esperando que a CBF sinalize o possível retorno, uma data, o que é complicado por conta de cada estado brasileiro ter uma situação diferente. Manaus está na curva descendente e outros Estados estão na curva ascendente relação a COVID-19, enfim, não é tão fácil decidir quando começar os campeonatos brasileiros. Mas nós, dos clubes da Série C, estamos fazendo reuniões também, estamos em contato pelas redes sociais, estamos juntos e coesos para buscar o início do Campeonato Brasileiro da forma mais segura possível”, finalizou.

    *Com informações da assessoria.

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