Vitória


Los Angeles Lakers derrota Miami Heat e conquista título da NBA

Franquia se iguala ao Boston Celtics na liga de basquete

| Foto: Reuters/ Kim Klement

Com a vitória em 2020, o Lakers se iguala aos grandes rivais, com 17 conquistas
Com a vitória em 2020, o Lakers se iguala aos grandes rivais, com 17 conquistas | Foto: Reuters/ Kim Klement

EUA - Depois de dez anos, a NBA voltou a se pintar de roxo e dourado com a vitória do Los Angeles Lakers sobre o Miami Heat, neste domingo (11), por 106 a 93, que fechou a série final da liga norte-americana em 4 a 2 para o time da Califórnia.

Considerando que 11 das 30 franquias da NBA nunca foram campeãs, o jejum à primeira vista não parece ser o maior dos sofrimentos, mas o título veio para aliviar um período complicado para a equipe mais famosa da liga, dentro e fora de quadra, além de pontuar um acontecimento histórico.

Nos primórdios da NBA, o Lakers - que à época ainda representava a cidade de Minneapolis - encadeou cinco títulos nas oito primeiras temporadas da liga, abrindo larga vantagem como a franquia mais vencedora até então. Porém, a partir de 1956-57, o Boston Celtics levou 11 dos 13 campeonatos disputados na sequência, seis deles em finais justamente contra o Lakers, que já tinha se mudado para Los Angeles.

Desde então, o topo da pirâmide de triunfos na maior liga de basquete do mundo sempre foi ocupado solitariamente por Boston. Com a vitória em 2020, o Lakers se iguala aos grandes rivais, com 17 conquistas, finalmente alcançando o adversário numa corrida em que esteve em desvantagem por mais de 50 anos.

O título também colocou fim ao período mais conturbado da história de uma franquia pouco acostumada a passar perrengue. Em 2010, numa série emblemática contra o Celtics, vencida por 4 a 3, o Lakers conquistava seu 16º título - o segundo seguido - e parecia em ótima posição para igualar a briga em pouco tempo. Só que o destino se escreveu de outra maneira: a equipe não retornou mais às finais e, entre 2014 e 2019, sequer se classificou aos playoffs.

Para uma franquia que deixou de ir ao mata-mata apenas cinco vezes nos primeiros 64 anos de existência, ficar seis anos consecutivos sem conseguir isso representou um insucesso ainda mais incômodo do que o normal. Para ilustrar quão fundo a equipe tinha chegado, desde a vitória nas Finais de 2010 até esta temporada, o momento mais memorável da franquia foi o jogo de despedida de Kobe Bryant, em 2016.

Uma performance incrível de 60 pontos, carregando a equipe à vitória, mas que não anulou o fato de que o Lakers era um dos piores times da NBA e tinha acabado de finalizar a campanha com mais derrotas em sua história.

Ao longo dos playoffs, Davis foi o mistério que os adversários mais tiveram dificuldades para desvendar. Mas James foi a força que manteve o time funcionando independente do desafio que esses adversários apresentavam. De forma justa, ele venceu o prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) das Finais, imediatamente adicionando mais um feito simbólico ao título do Lakers. Pela primeira vez, um jogador conquistou esta honra por três franquias diferentes (no caso dele, por Lakers, Heat e Cavaliers).

"Fazer parte da história dessa franquia incrível é um sentimento inacreditável. Todos aqui, do técnico aos jogadores, assim como eu, queremos ser respeitados", disse James, ainda na quadra. Ele se referia ao que acreditou ser uma descrença exagerada com relação ao sucesso dele e do time antes da temporada. LeBron foi campeão pela quarta vez na carreira.

Já Anthony Davis, finalista - e campeão - de primeira viagem, destacou a influência de Kobe Bryant na motivação para ir atrás do título: "Sei que ele está orgulhoso de nós", disse, tentando encontrar as palavras. "Ele era um grande irmão para todos nós", concluiu.

Os fãs da franquia certamente não vão poder comemorar este título da mesma forma que os outros dezesseis. A pandemia do novo coronavírus, além de transformar o modo de disputa do campeonato, que foi realizado em um esquema de 'bolha', no complexo esportivo da Disney, eliminou qualquer possibilidade de os torcedores acompanharem as partidas in loco, assim como provavelmente vai impedir qualquer aglomeração em Los Angeles pela conquista.

Porém, eles acordam com uma realidade dos sonhos depois de viverem um pesadelo por tantos anos. LeBron James, beirando os 36 anos, segue com combustível para desafiar Michael Jordan como o maior de todos os tempos. Anthony Davis, aos 27 anos, pode estar apenas no começo de uma época de domínio na liga. E pela primeira vez em muito tempo, ao olhar para o alto, eles não veem ninguém.

*Via Agência Brasil

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