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    Esporte na infância


    Infância x tecnologia: como inserir crianças no esporte fora das telas

    Prática de esportes se tornam melhor alternativa para combater o excesso de jogos eletrônicos na vida das crianças como também o sedentarismo e obesidade

     

    Práticas de força e agilidade são recomendadas
    Práticas de força e agilidade são recomendadas | Foto: Divulgação

    Manaus – Os esportes durante a infância são muito importantes não só para o desenvolvimento físico e motor, mas também para o desenvolvimento social das crianças. Atualmente, no entanto, pais e médicos precisam trabalhar ainda mais para não perder espaço para telas e jogos eletrônicos.

    Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, apenas 25,6% da população pratica algum esporte ao longo da vida, sendo que a maioria (37,9%) começou as práticas entre os seis e dez anos idade. No entanto, dentre os sedentários, 26% já abandonam os esportes antes dos quinze anos.

    De acordo com a médica pediatra e neonatologista, Adeline Bianchini, uma criança de 6 meses já pode iniciar natação para estimular o seu desenvolvimento motor.

    “Lá pelos 4 anos a criança tem habilidade para iniciar uma aulinha de futebol, dança, judô que irá ajudar na coordenação motora”, conta e reforça que o acompanhamento com o pediatra é ideal, pois a criança precisa ser avaliada fisicamente. O médico emite um atestado médico para iniciar as atividades físicas.

     

    Pediatra reforça que o ideal é que as atividades sejam feitas com acompanhamento médico
    Pediatra reforça que o ideal é que as atividades sejam feitas com acompanhamento médico | Foto: Divulgação

    A especialista ainda afirma que a pandemia de Covid-19 tem prejudicado a prática de exercícios e consequentemente, o desenvolvimento das crianças. Elas ficaram mais expostas a telas e jogos eletrônicos. A especialista afirma que crianças e adolescentes precisam ter um número limitado de horas com acesso a isto.

    “Mesmo que nesse momento não seja possível praticar esporte, a criança precisa correr, brincar, andar de bicicleta, patinete. Enfim, as crianças precisam se movimentar e cabe aos pais estimularem”, acrescentou. 

    Jogos eletrônicos e o esporte

    A mãe e profissional da Educação Física, Caroline Vasconcelos, de 25 anos, conhece essa necessidade e procura constantemente inserir o filho de nove anos no mundo das atividades físicas e dos esportes desde jovem.

    Ela, juntamente com o filho, iniciaram a prática da corrida, mesmo que não diária. Exercícios de polichinelo, flexão, treino técnico de bola parada e até mesmo pular corda fazem parte da rotina de exercícios. 

     

    Filho de profissional de Educação Física pratica atividades com bola
    Filho de profissional de Educação Física pratica atividades com bola | Foto: Divulgação

    Para ela, isto é uma alternativa para os jogos eletrônicos, além de incentivar atividades lúdicas. “Eu sou totalmente contra a crianças que passam o dia inteiro no mundo eletrônico. Mesmo quando não fazemos exercícios com ele, ele vai brincar na rua com os colegas, de manja, de bola, de correr, qualquer coisa, menos celular”.

    No âmbito escolar, alguns profissionais que realizam esse acompanhamento diário com as crianças, discordam. A professora de Educação Física, Shirley de Araújo, afirma que os jogos eletrônicos podem de uma forma inovadora ser em inclusos nas aulas.

    “Claro que gostaríamos muito de ver nossos alunos praticando Educação Física e se entregando em uma atividade na qual ele gaste energias ao invés de estar atrás de um celular. Mas, podemos conciliar as brincadeiras de antigamente com a nossa realidade virtual. Basta ter criatividade.”, afirmou. 

    Nas escolas, a professora conta que todo o trabalho de incentivo e inserção das crianças nas atividades físicas, e consequentemente nos esportes, é feito de forma conjunta com especialistas pedagógicos e da saúde.

    “Sem perceber eles brincam, realizam o exercício físico e consigo chegar na intencionalidade que é o entrosamento, desenvolvimento motor e cognitivo da criança e o desenvolvimento social”, afirma. 

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