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    Inclusão


    Projeto em Manaus proporciona esporte acessível para PCDs

    O projeto tem o objetivo de integrar pessoas com deficiência ao esporte e chamar atenção da sociedade para melhorias de acessibilidade

     

    O principal evento que o projeto promove é a "Caminhada pelo respeito"
    O principal evento que o projeto promove é a "Caminhada pelo respeito" | Foto: Reprodução

    Manaus - O esporte traz benefícios para saúde física, mental e relações sociais. A inclusão de pessoas com deficiência em atividades esportivas adaptadas permitem acessibilidade, oportunidades e qualidade de vida. 

    Com o objetivo integrar a pessoa com deficiência ao esporte em Manaus e chamar a atenção da sociedade para melhorias de acessibilidade, a Agremiação Social da Pessoa com Deficiência do Residencial Viver Melhor (Agredepev) criou o "Projeto de Inclusão Social de Esporte do Viver Melhor".

    Inicialmente, a ideia do projeto tinha a meta de atender 30 pessoas. No entanto, o sucesso fez com que a procura aumentasse e atualmente, o projeto ajuda 70 PcDs e seus familiares.

    O presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional Viver Melhor Etapa I (AMCHVM-I), Daniel Sena da Rocha, revelou ao Em Tempo que o projeto proporcionou oportunidade dos participantes se tornarem independentes e socializarem com outras pessoas por meio do esporte. 

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    A ideia é tirá-los de casa e promover interação social. Todos os participantes tiveram interesse em aprender. Muitos sentiam vergonha em sair de casa para encontrar com outras pessoas "

    Daniel Sena da Rocha, Presidente da AMCHVM-I

     

    Por conta da pandemia, o Projeto de Inclusão Social de Esporte do Viver Melhor" teve que pausar atividades, afim de manter o cuidado com os participantes. 

    "Mães estavam receosas por não terem sido vacinadas. Por esse motivo, decidimos não trazer as crianças para a quadra poliesportiva", revelou o presidente Daniel.

     

    O projeto proporciona basquete sobre rodas para os participantes
    O projeto proporciona basquete sobre rodas para os participantes | Foto: Reprodução


    Caminhada do respeito

     

    Em cadeiras de rodas, os participantes "invadem" ruas de Manaus
    Em cadeiras de rodas, os participantes "invadem" ruas de Manaus | Foto: Reprodução

    Entre os esportes que foram proporcionados pela agremiação, proporcionaram o basquete sobre rodas, vôlei sentado e até o Rúgby, esporte intenso de contato físico.

    O maior evento do projeto é a "Caminhada do respeito", em que realizam em pontos turísticos de Manaus, como a Ponte Jornalista Phelippe Daou, mais conhecida como Ponte do Rio Negro, a avenida Eduardo Ribeiro e no Complexo Turístico Ponta Negra. 

      O principal objetivo da caminhada é chamar a atenção das autoridades para as acessibilidade das pessoas com deficiência. O evento teve que ser suspenso por conta da pandemia da Covid-19, mas já movimentou a classe dos PcDs. Pedimos respeito, não só para as pessoas com deficiência do Viver Melhor, mas de toda a cidade de Manaus.  

     

    A "Caminhada do Respeito" já aconteceu até mesmo na Ponte do Rio Negro
    A "Caminhada do Respeito" já aconteceu até mesmo na Ponte do Rio Negro | Foto: Reprodução

    A secretária Ana Paula dos Santos, mãe de Rafael Batista dos Santos, de 19 anos, com Paralisia Cerebral e Síndrome de West- responsável por interrupção de desenvolvimento- e o irmão, Hélio Articlino dos Santos, de 45 anos, com deficiência física e psicológica, explica que na caminhada promovida os familiares dos PcDs e membros da agremiação fazem o percurso empurrando as cadeiras de rodas. O projeto abrange todos os tipos de deficiência.  

    "A gente atravessa a ponte do Rio Negro ou a avenida Eduardo Ribeiro, empurrando as cadeira de rodas. Vamos e voltamos a pé com o objetivo de chamar a atenção das autoridades", revela a secretária.

    Mudança de vida 

     

    Os participantes do projeto de inclusão
    Os participantes do projeto de inclusão | Foto: Reprodução

    Ana Paula, que tem o filho e o irmão no projeto, afirma que o projeto mudou a vida deles. Rafael e Hélio viviam dentro de casa e não tinham vida social. Os sete anos de participação no projeto foram transformadores para a família. 

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    Antes eles não saiam por conta da discriminação das pessoas, a falta de acessibilidade, o transporte e outras limitações. Com o projeto, eles foram para vários lugares e eventos. Muito bom esse trabalho que eles fazem com as crianças especiais "

    Ana Paula dos Santos, Secretária

     

    O projeto além incentivar o esporte, ajuda as famílias com doações de cestas básicas, realiza sessões de cinema, passeios a pontos turísticos de Manaus e eventos culturais que acontecem na cidade. 


     

    A mãe de Rafael conta que a vida do menino e de seu tio mudou depois que começaram a participar do projeto
    A mãe de Rafael conta que a vida do menino e de seu tio mudou depois que começaram a participar do projeto | Foto: Reprodução


    "Essas crianças moram em apartamentos, e aqui no residencial não temos nada. Não tem praça, não tem rua de lazer, eles não tem como se distrair, e por isso o motivo do projeto, para integrar eles", conta Daniel, presidente da associação. 

    Ajuda 

     

    A principal dificuldade do projeto é o transporte
    A principal dificuldade do projeto é o transporte | Foto: Reprodução

    A Associação é uma instituição sem fins lucrativos e vivem de doações de alguns parceiros que fazem questão de colaborar com o projeto. O presidente da agremiação revela que é tudo feito de forma correta, com o envio de ofícios para aqueles que estão dispostos a ajudar. 

      Daniel expõe que a maior dificuldade que o projeto enfrenta é na questão da falta de transporte. Outro desafio é encontrar lugares para visitas que tenham acessibilidade para os participantes.  

    Apesar das dificuldades, o projeto segue em crescimento e aceita ajuda de quem queira beneficiar as ações. As redes sociais divulgam as ações da  agremiação.

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