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    LGBTQIA+ no esporte


    Grupo LGBTQIA+ aciona CBF na Justiça por falta da camisa 24

    O grupo questiona o motivo de não ter o número 24 na camisa da Seleção Brasileira

     

    O grupo ainda incluiu imagens de jogadores de outras seleções sul-americana que vestem a camisa 24
    O grupo ainda incluiu imagens de jogadores de outras seleções sul-americana que vestem a camisa 24 | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

    O Grupo Arco Íris de Cidadania entrou com uma ação judicial contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) questionando a ausência da camisa 24 na numeração da Seleção Brasileira.

    A “ação de justificação com pedido de explicações” foi entregue nesse domingo (27), na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

    “O posicionamento de clubes e confederações de futebol é primordial no combate à homofobia, visto que desmotiva quem acha que o futebol é um espaço de intolerância onde se pode discriminar livremente. Assim, é inadmissível o retrocesso. A CBF tem papel preponderante neste debate. É dela a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude", conta no documento. 

      O grupo ainda incluiu imagens de jogadores de outras seleções sul-americana que vestem a camisa 24 para exemplificar.  

    São questionados os seguintes pontos: se a não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada; em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada; qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da Seleção; quais as pessoas e funcionários da interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial e se existe alguma orientação da Fifa ou da Conmebol sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa. 

      Na última sexta-feira (25), o site Uol publicou matéria sobre a ausência da numeração na Seleção Brasileira e chegou a buscar a entidade para um posicionamento. A CBF não respondeu.  

    Já nesta segunda-feira (28), Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, a entidade fez um post afirmando que “o futebol brasileiro não tem espaço para preconceito! A CBF apoia a luta contra a homofobia e a transfobia.”

    Uefa cogita punição 

    A Uefa anunciou que havia aberto um processo de investigação contra o goleiro alemão Manuel Neuer, por conta da utilização de uma braçadeira de capitão com as cores do arco-íris, representando o movimento LGBT.

    No entanto, o processo foi arquivado pela entidade, que passou a entender o gesto como uma atitude por "uma boa causa". O goleiro havia utilizado o adereço durante a vitória da Alemanha por 4 a 2 sobre Portugal, em Munique, pela segunda rodada do grupo F da Eurocopa.  

    Proteção ao público LGBTQIA+

    O público LGBTQIA+ ainda é alvo de diversos crimes de ódio, apesar de avanços. Na capital do Amazonas, esses delitos, cometidos a partir da orientação sexual e/ou identidade de gênero das vítimas são investigados pela Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops).

    *Metrópoles

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