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    CBF afasta Rogério Caboclo por mais 60 dias

    O que estaria por trás desse afastamento por até 90 dias seria a criação da Liga pedida pelos clubes da Série A e B do Campeonato Brasileiro

     

    O presidente afastado, por exemplo, acusa seu antecessor de oferecer R$ 12 milhões à funcionária
    O presidente afastado, por exemplo, acusa seu antecessor de oferecer R$ 12 milhões à funcionária | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

    Rogério Caboclo, teve seu afastamento prorrogado por mais 60 dias pela a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele deixou o cargo provisoriamente por 30 dias a pedido da Comissão de Ética da entidade para responder à acusação interna de assédio moral e sexual contra uma funcionária.

    Os diretores que estão no comando na CBF, liderados pelo presidente interino Coronel Antonio Nunes, se reuniram para decidir pelo novo prazo. O caso continua sendo investigado. O dirigente está afastado desde o dia 6 de junho.

      Em suas notas à imprensa, Caboclo nega as acusações, diz que vai provar sua inocência e aponta o então padrinho político Marco Polo del Nero como articulador de todas essas manobras para retomar o poder na entidade máxima do futebol.


    Del Nero era presidente antes de Caboclo, mas foi banido do futebol por corrupção. Depois disso, ele teria mantido contato com os diretores da CBF de modo a continuar no poder sem aparecer.

    O presidente afastado, por exemplo, acusa seu antecessor de oferecer R$ 12 milhões à funcionária para que ela não leve a acusação de assédio adiante.

    Veja trecho:

    O presidente da CBF, Rogério Caboclo, apresenta mais uma prova contundente de que Marco Polo Del Nero, ex-presidente da confederação banido do futebol, foi quem trouxe a proposta de R$ 12 milhões para evitar que uma funcionária protocolasse uma acusação no Conselho de Ética da entidade e a tornasse pública”, escreveu em nota pessoal.

    O que estaria por trás desse afastamento por até 90 dias seria a criação da Liga pedida pelos clubes da Série A e B do Campeonato Brasileiro. Sem barreiras, a CBF poderia resolver esse pedido e se afastar de vez da organização do futebol nacional, ficando responsável somente pela seleção brasileira e suas categorias de base e do time feminino. Ela é pressionada pelos clubes nesse momento. Os patrocinadores da entidade acordam por um desfecho.

    Os dirigentes da CBF também estariam dispostos a dar mais poder aos clubes, como votação equivalente às 27 federações na escolha do presidente.

    *Estadão 

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