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    Doping


    Por doping, brasileira do lançamento de disco está suspensa

    A punição ainda será julgada e definida pela Confederação Brasileira de Atletismo

     

    A substância proibida detectada no corpo de Fernanda é o Ostarine, da classe de agentes anabolizantes
    A substância proibida detectada no corpo de Fernanda é o Ostarine, da classe de agentes anabolizantes | Foto: Wagner do Carmo/CBAt

    A brasileira Fernanda Borges, classificada para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 no lançamento de disco, foi suspensa por doping nesta quinta-feira (1º).

    O caso veio a público no dia da convocação da seleção brasileira para o evento no Japão, e o nome dela estava na lista da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

    A substância proibida detectada no corpo de Fernanda é o Ostarine, da classe de agentes anabolizantes, proibido segundo as regras da Agência Mundial Antidoping (Wada). A atleta contratou o advogado Marcelo Franklin, especialista em doping, para tentar comprovar ter sido vítima de contaminação cruzada.

    O resultado de Fernanda foi divulgado pela AIU (Athletics Integrity Unit), órgão independente que cuida do combate ao doping no atletismo. O exame que detectou o resultado analítico adverso foi realizado no dia 21 de maio deste ano.

    Fernanda obteve o índice olímpico durante uma competição em Chula Vista, nos Estados Unidos, em abril, quando alcançou a marca de 64,21m. Depois disso, ela foi suspensa provisoriamente. A CBAt informou que a atleta "está suspensa até que o caso seja definido com a punição julgada e definida".

      A atleta foi medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Ela havia levado o bronze, mas herdou o segundo lugar da compatriota Andressa Morais, que testou positivo para uma substância do tipo SARM.  


    Fora de Tóquio

    A atleta americana Brianna McNeal, campeã olímpica dos 100 metros com barreiras na Rio 2016, tamém foi suspensa provisoriamente após ser acusada de adulterar parte de um processo de controle de doping

    A barreirista de 29 anos foi campeã mundial em 2013 e perdeu o Campeonato Mundial de 2017 enquanto cumpria uma proibição de um ano depois de perder três testes de doping em um período de 12 meses. Um painel de arbitragem acreditava que McNeal era uma atleta limpa. 

     A entidade responsável pela investigação do caso acusou Brianna de "adulterar o processo de gerenciamento de resultados", mas não especificou detalhes do caso.

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