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    Tiro com Arco


    Calor e vento desafiam arqueiros no 1° dia de disputa do tiro com arco

    Ane Marcelle vai enfrentar a mexicana Ana Vasquez e Marcus terá como adversário o britânico Patrick Houston

     

    Com a pontuação obtida pelos arqueiros, o Brasil não avançou na disputa de equipes mistas
    Com a pontuação obtida pelos arqueiros, o Brasil não avançou na disputa de equipes mistas | Foto: Reprodução

    Os arqueiros brasileiros Ane Marcelle e Marcus D’almeida estrearam nesta sexta, dia 23, no Yumenoshima Park Archery Field. O forte calor e o vento foram um desafio para os atletas na Olimpíadas.

    A parte da manhã foi dedicada à fase classificatória feminina. Ane Marcelle  somou 636 pontos e ficou em 33o lugar.

    Marcus D’Almeida atirou à tarde e terminou com 651 pontos e o 40o lugar. Os dois seguem para a fase de combate. 

      Com a pontuação obtida pelos arqueiros, o Brasil não avançou na disputa de equipes mistas.  


    Ane Marcelle vai enfrentar a mexicana Ana Vasquez na terça (27), às 17h57 do Japão (5h57 do Brasil), Marcus terá como adversário o britânico Patrick Houston, na quinta (29), às 16h do Japão (4h do horário brasileiro). 

    “É descansar e trabalhar. A Ane não foi tudo que a gente estava esperando, e eu também não. Hoje nenhuma flexa minha tocou na linha, não pegava. Eu não tive muitos tiros longe, nenhum que eu errei completamente. Então, acredito muito em fator vento, mas lógico que também tem eu porque todo mundo estava com vento”, afirmou Marcus. 

    Sobre a modalidade


    Em 1930, foi fundada a Federação Internacional de Tiro com Arco (FITA), que agiu rápido e organizou no ano seguinte o primeiro Campeonato Mundial, na Polônia.

    Na trajetória dos Jogos Olímpicos, o arco e flecha foi incluído na disputa muito antes da fundação da FITA. Na edição de Paris, em 1900, houve competição da modalidade pela primeira vez, tendo se repetido nos Jogos de St. Louis-1904, Londres-1908, e Antuérpia-1920.

    Entre os anos de 1924 e 1968, o tiro com arco deixou de fazer parte do programa olímpico, tendo retornado apenas em 1972, em Munique, de forma permanente até os dias de hoje

    O tiro com arco chegou ao Brasil na década de 1950, pelas mãos de Adolpho Porta, um comissário de vôo da Panair do Brasil. À época, ele estava baseado em Lisboa, onde se encantou pelo esporte. Em 1955, quando retornou ao Brasil, desembarcou no Rio de Janeiro trazendo na bagagem alvos, arcos e flechas, além de um regulamento da Federação Internacional.

    Em 19 de novembro de 1958, foi fundada a Federação Metropolitana de Arco e Flecha, no Rio de Janeiro. Em 1991, nasceu a Federação Brasileira de Tiro com Arco, mas a primeira participação do Brasil em Olimpíadas ocorreu bem antes disso, em 1980, nos Jogos de Moscou.

    COB*

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