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    Judô em Tóquio


    Judocas Rafael Silva e Maria Altheman ficam na 7ª colocação em Tóquio

    Rafael ainda vai atrás do terceiro pódio com o Brasil na competição por equipes

     

    Os pesados Rafael Silva e Maria Suelen Altheman acabaram na sétima colocação da competição disputada na lendária Nippon Budokan
    Os pesados Rafael Silva e Maria Suelen Altheman acabaram na sétima colocação da competição disputada na lendária Nippon Budokan | Foto: Wander Roberto/COB

    O judô brasileiro não chegou à disputa por medalhas no último dia de competições individuais nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

    Os pesados Rafael Silva e Maria Suelen Altheman acabaram na sétima colocação da competição disputada na lendária Nippon Budokan.

    Suelen sofreu uma lesão na luta das quartas-de-final e não disputou a repescagem contra a chinesa Xu Shiyan. Já Baby acabou sendo derrotado na repescagem pelo bicampeão olímpico e 10x campeão mundial, o francês Teddy Riner.

    Dono de duas medalhas olímpicas, bronze em Londres 2012 e Rio 2016, Rafael ainda vai atrás do terceiro pódio com o Brasil na competição por equipes, que fecha o judô em Tóquio neste sábado (31). 

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    Um momento de bastante gratidão, dei meu máximo durante todo esse ciclo olímpico, uma vida toda dedicada ao judô, uma carreira construída no esporte, feliz por estar aqui. Mas não tem muito tempo para ficar remoendo o individual. Preciso me recuperar para dar o meu melhor na competição por equipe amanhã. Estou muito feliz de ter participado dessa Olimpíada "

    Baby, atleta

     

    Rafael Silva foi o primeiro a lutar no último dia de disputas individuais na Nippon Budokan. Ele enfrentou Ushangi Koujari, do Azerbaijão, e conseguiu o ippon no golden score.

    Na segunda luta, pegou o georgiano Guram Tushishvili e, contra um adversário mais leve, acabou sofrendo três punições e indo para a repescagem contra o bicampeão olímpico e 10x campeão mundial, que foi derrotado nas quartas pelo russo Tamerlan Bashaev.

    "Competição difícil. Eu sabia pelo quadrante em que fiquei no sorteio que eu teria dificuldade com o georgiano. Senti bastante a questão de volume de pegada, ele se desvencilhando o tempo todo e eu não tive a oportunidade de botar muitos golpes. Contra o Riner, a gente traçou com a Yuko (Fujii, treinadora) e o Jun (Shinohara, coordenador técnico da seleção masculina) de ir com a pegada cruzada e evitar dele pegar na manga. Mas, infelizmente, quando ele conseguiu pegar, fez o golpe, o mesmo que tinha usado em outras lutas, e era uma situação difícil de reverter”, disse Baby, que, aos 34 anos, ainda pensa em disputar mais um Mundial.

    Já Maria Suelen Altheman estreou bem contra Anamari Velesenk, da Eslovênia, dominando a luta e forçando três punições para a adversária, que acabou eliminada. Nas quartas-de-final, Sussu enfrentou a francesa Romane Dicko e acabou se lesionando ao sofrer uma projeção que valeu a vitória para a adversária.

    Suelen teve um primeiro diagnóstico de lesão no ligamento patelar, que a deixou fora da repescagem, e deu a ela o 7º lugar em Tóquio 2020.

     *COB

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