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    Meninas no skate


    Rayssa Leal é inspiração para meninas skatistas do Amazonas

    A presença de Rayssa no pódio aumentou ainda mais a admiração que muitas meninas skatistas tinham pela atleta e sua performance inspira amazonenses

     

    Rayssa foi prata nos Jogos de Tóquio e demonstrou que o esporte é gigante na periferia
    Rayssa foi prata nos Jogos de Tóquio e demonstrou que o esporte é gigante na periferia | Foto: Reprodução

    Manaus (AM)- As crianças sonham em ser alguém quando crescer, geralmente, os pequenos se espelham em alguém que os inspiram.

    A skatista, e agora, medalhista olímpica Rayssa Leal, a "Fadinha", de apenas 13 anos, já era uma inspiração para muitas meninas antes de ganhar a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, mas após o feito seus admiradores ultrapassaram o segmento do skate e atingiram todo o país. Todos se surpreenderam com o talento da menina. 

     

    Rayssa brilhou nas competições
    Rayssa brilhou nas competições | Foto: Reprodução

    A presença de Rayssa no pódio aumentou ainda mais a admiração que muitas meninas skatistas tinham pela atleta. Em Manaus, não foi diferente. Algumas praticantes do, agora, esporte olímpico, se sentiram ainda mais incentivadas a seguir uma carreira no mundo skate. 

    Entre elas está a skatista Pâmella Amaral, de 22 anos, que pratica o esporte há sete anos e desde então, faz parte da sua vida. Ela conta que decidiu levar a sério o segmento e passou a se dedicar mais após perder uma pessoa que sempre lhe apoiou no skate.

     

    Pamela ama o esporte da rua que virou modalidade olímpica
    Pamela ama o esporte da rua que virou modalidade olímpica | Foto: Matheus Carvalho

    A jovem costuma praticar o esporte em dias alternados. Um dos sonhos da atleta é de um dia, representar o Amazonas em um grande campeonato, até mesmo, talvez, em uma Olimpíada. Com foco e determinação, ela acredita que pode realizar esse sonho.

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    Eu espero conseguir patrocínios e quem sabe representar o Amazonas em uma Olimpíada. Acredito que se a gente manter o foco e ter bastante determinação tudo é possível "

    Pâmella Amaral, skatista

     

    Um outro talento que se inspira em Rayssa e que tem um grande futuro no mundo do skate, é a Daniela Vitória, de apenas 12 anos. Ela pratica a modalidade desde os sete anos.

    Talentosa e premiada, se apaixonou pelo esporte por conta de seu pai, Whelke Martins, que estava praticando skate. Quando percebeu, viu a filha andando com uma base boa, um bom começo para quem nunca tinha praticado.

     

    Ela começou a treinar com a ajuda do pai
    Ela começou a treinar com a ajuda do pai | Foto: Divulgação
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    Tudo começou quando o meu pai comprou um skate para ele andar e eu fui junto para a pista de skate. Ele não deixou eu andar, pois tinha medo de eu me machucar. Só que no intervalo ele foi beber água e eu peguei o skate, comecei a andar. Meu pai viu que eu tinha uma base muito boa, e a partir daí ele começou a me treinar "

    Daniela Vitória, skatista


    A jovem já participou de diversas competições, como o Campeonato Brasileiro, que é um dos mais importantes do país, ficando em sexto lugar entre as dez melhores. Ela também já participou do "Monster Skate Jam", ficando em terceiro lugar como skatista revelação

    Rayssa como inspiração 

     

    A pequena atleta ganhou o coração dos brasileiros
    A pequena atleta ganhou o coração dos brasileiros | Foto: Reprodução

    Conhecida como "fadinha", Rayssa Leal,  ficou conhecida em 2015, quando, nas ruas de sua cidade natal, em Imperatriz (MA), a menina brincava com o skate. Vestida de fada azul, a prodígio executou uma manobra considerada difícil, e surpreendeu a internet.

    A partir daí, a "fadinha do skate" viralizou nas redes sociais, e construiu uma carreira sólida no skate com várias competições importantes no currículo, chegando até a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

    O talento de Rayssa sempre foi um motivo de inspiração para as atletas. O resultado nas Olimpíadas trouxe um incentivo a mais para a amazonense. Ela também sonha com um pódio na competição mais importante do mundo dos esportes.

     

    Daniela ama o esporte e pretende continuar
    Daniela ama o esporte e pretende continuar | Foto: Divulgação

    "A Rayssa sempre foi a minha inspiração no skate e com 13 anos já ganhou o Prata para o Brasil. Isso me inspira a cada dia mais, e o que me deixa mais feliz é saber que o skate feminino não está morto. Além de eu ter sentido uma emoção muito grande e fiquei muito feliz de saber que o nosso país está muito bem representado", disse Daniela. 

    A jovem skatista Pâmella não se surpreendeu a com a vitória da "Fadinha". Para ela, o resultado era esperado e estava, até, esperando o ouro vir, pois a menina sempre foi muito admirada no mundo do esporte. 

     

    Ela acreditava na vitória da Rayssa
    Ela acreditava na vitória da Rayssa | Foto: Matheus Carvalho

    "Eu já imaginava que ela iria levar alguma medalha. Confesso que eu imaginei o ouro, porque a Rayssa sempre andou demais, No mundo do skate ela já era muito famosa e representou muito bem a gente nas Olimpíadas."

    Preconceito contra meninas skatistas

    O skate, por muito tempo, foi julgado com um esporte praticado apenas para meninos. No entanto, a prata de Rayssa vai em contrapartida de que mulher não pode praticar o esporte brilhantemente bem, assim como os homens. 

    Pâmella conta que o preconceito é inevitável e que, infelizmente, toda a garota já deve ter passado por isso no meio do skate.

    No entanto, ela conta que sempre trouxe isso como uma motivação e que cada vez mais, o Brasil está com representantes talentosas para ir contra a essa teoria de que só tem bons skatistas homens. 

     

    A atleta sonha em representar o Amazonas na modalidade
    A atleta sonha em representar o Amazonas na modalidade | Foto: Matheus Carvalho

    "Se tem preconceito no skate isso só me dar mais motivação. Mas o 'rolê' das minas vem dominando cada vez mais, muitas representantes do Brasil. O skate brasileiro tá cheio de inspirações", declara.

    Daniela, apesar da pouca idade, também já passou pelo preconceito e isso não atrapalha o foco que ela tem de se tornar uma grande profissional da área.

    Para ela, o skate é muito mais que um esporte: é  diversão, participação, dedicação e garra para seguir em frente, e um dia, realizar o seu grande sonho. 

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